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8 de jun. de 2009

Vale a pena reproduzir

Texto d0 Ethevaldo Siqueira publicado no Estadão, nesse domingo, 8:

Seis tecnologias que moldam o mundo

Quais seriam hoje as tecnologias que moldam nosso mundo no ensino, na aprendizagem, na pesquisa e nas aplicações mais criativas? A resposta a essa questão é dada por um dos mais prestigiosos estudos internacionais, o Relatório Horizon (Horizon Report), que seleciona seis tecnologias: mobilidade, computação em nuvem (cloud computing), geo-tudo (geo-everything), internet pessoal, aplicações semânticas e objetos inteligentes.


Mobilidade - Embora seja uma tecnologia bastante madura, o celular continua a evoluir rapidamente. Novas interfaces, capacidade de rodar aplicações de terceiros e a possibilidade de localização a qualquer instante são avanços recentes que tornaram o celular uma ferramenta versátil que pode ser facilmente adaptada a um conjunto de tarefas, incluindo ensino, produtividade e redes sociais. Os smartphones mais recentes tendem a assumir o papel e as funções de computadores portáteis, a começar do iPhone.

Computação em nuvem (cloud computing) é o uso da internet como recurso mundial de computação. O mundo dispõe cada dia mais da capacidade de armazenamento das "fazendas de dados" (data farms), que são aglomerados de servidores em rede, capazes de fornecer imenso poder de processamento e fácil acesso. Soluções simples e baratas para armazenamento remoto, aplicações multiusuários, hospedagem e computação com multiprocessamento - tudo isso trará nova visão e novos conceitos sobre computadores, software e arquivos.

Geo-tudo é a tradução livre proposta para a expressão Geo-Everything, que se refere aos dados e às incontáveis aplicações de localização de pessoas e dispositivos. Difíceis e complicadas no passado, essas aplicações se tornaram incrivelmente simples e fáceis nos últimos dois anos. Diversos dispositivos relativamente comuns podem hoje determinar e registrar com precisão sua própria localização (via GPS ou técnicas de triangulação de celular), salvar esses dados em mídia capturada (como fotografia) e transmiti-los via internet para um conjunto de usos.

Internet pessoal é parte de uma tendência resultante da ação de ferramentas que reúnem o fluxo de conteúdo em formas customizáveis e expandidas por um conjunto de widgets (interfaces gráficas) que administram o conteúdo online. A expressão internet pessoal foi cunhada para representar uma coleção de tecnologias usadas para configurar e gerenciar os modos que cada pessoa usa a internet.

Aplicações semânticas são ferramentas projetadas para usar o significado ou a semântica da informação na internet, para fazer conexões e prover respostas que, de outro modo, exigiriam longo tempo e grande esforço. A ideia que está por trás da web semântica é a de que, embora os dados online estejam disponíveis para a busca, seu significado não está. Os computadores são boas máquinas para nos dar o retorno de palavras-chave, mas muito ruins para entender o contexto no qual as palavras-chave são usadas. Diante da palavra turkey, o motor de busca pode nos dar respostas ligadas à ave (peru), a receitas de assados para o Natal, ou ao país(Turquia), s
em fazer qualquer distinção entre os diferentes sentidos.

Objetos inteligentes são muitas vezes chamados de "internet das coisas" (internet of things). Objetos inteligentes abrangem um conjunto de tecnologias que podem conferir a objetos comuns a capacidade de reconhecer sua localização física e responder adequadamente ou conectar-se com outros objetos ou informação. Um objeto inteligente "sabe" alguma coisa sobre si mesmo - onde e como foi feito, para que é usado, onde deveria estar ou quem é o seu dono, por exemplo - e alguma coisa também sobre seu ambiente. Embora as tecnologias que a eles estão subjacentes - identificação por radiofrequência (RFID), cartões inteligentes (smartcards), código de barras, sensores de toque e de movimento - não sejam novas, estamos vendo hoje novas formas de sensores, identificadores e aplicações com muito mais funcionalidades.

íntegra (assinantes)

A pensar,

LM

21 de dez. de 2008

Visualização de dados em teste


Dos desbundes que surgiram por causa da web, o link permanece inabalável, ainda que tenha sido amplamente explorado em outros sistemas, como o CD-ROM. Virou commodity.

Também não se pode negar que o rompimento da temporalidade e mudança da noção de espaço assumiram outra perspectiva. Mesmo que a tevê já fosse multimídia, hipermídia ou intermídia, na web banda larga aumentou a exibição da mistura áudio+vídeo+texto+fotografia+animação+infográfico. Tudo feito na mesma plataforma - papel e diagramação em colunas.

Mesma plataforma que trouxe as redes sociais (antes, comunidades) e a concepção a partir de base de dados. Reunir base de dados + redes sociais é praticamente mapear toda a internet. Ainda que essa base seja texto, imagem ou qualquer outro sistema.

Exemplo disso são os sites noticiosos, sobretudo americanos e espanhóis, que arriscam e apostam e novos formatos de exibição, como o da Time para o Homem do Ano. Em torno da imagem de Barack Obama, montou-se uma rede de personalidades escolhidas pela revista ao longo dos anos. Basta passar o mouse sobre um nome e aparece uma cadeia relacionada.

À revelia das críticas, ainda não há sistematizações concretas sobre o que se pode fazer no espaço digital, ciberespaço (ou o que for), portanto, mais importante que seguir padrões estabelecidos, é o fato de serem experimentados várias formas até se chegar a um denominador comum - ou não.

A pensar,
LM

14 de ago. de 2008

Em tempo (quase) real

Chamada para o ao vivo da Folha Online da cobertura das olimpíadas de Pequim.

Acompanhe toda a Olimpíada aqui, em tempo real

Carregaram na tinta, na redundância. É preciso repensar o uso do acompanhe em tempo real. O tempo na web, da cobertura, é diferido. Há um espaço entre assistir a uma competição, narrá-la e jogá-la no ar.

A TV transmite em tempo real... A web faz isso? Com narrativa textual? Como?

A pensar,

LM

22 de jul. de 2008

Vídeos, Play, Veja...


Vídeos, Play, Veja, TV Estadão, Play....

Precisa mais?

A pensar,

LM

21 de jul. de 2008

De hemerotecas e bits

hemeroteca = papel
.................................


A pensar,

LM

16 de jun. de 2008

Quem é o dono da bandeira?

Imperdível o "on" de José Marques de Melo, no Blog da Lia Seixas, da Facom/Ufba. Perguntado sobre as inúmeras classificações apontadas nos artigos quase que sempre, o professor foi taxativo:

Gêneros Jornalísticos - Uma classificação a cada novo artigo
José Marques de Melo - Porque, na verdade, não há preocupação com acumulação. Muitas vezes, as pessoas estão interessadas em fincar sua bandeira. Não tenho classificação. Minha classificação é cumulativa. Basicamente, a minha classificação é do Luiz Beltrão, com algumas adptações."

A pensar,

LM

31 de mai. de 2008

A era das palavras

"As imagens atraem o cérebro humano desde que nossa espécie surgiu. É possível que algum dia a era das palavras seja vista como um parênteses. Se a TV estivesse ligada agora, enquanto conversamos, mesmo com o som desligado, nós nos distrairíamos com as imagens"

AL GORE, em entrevista à Folha de S.Paulo
(para assinantes/ 18/05/2008)

A pensar,

LM

12 de abr. de 2008

Interface e superfície

O que a famosa série de quadros de Magritte "Isto não é um cachimbo" faz refletir:

"Impasse recorrente da criação on line, a confusão conceitual em torno da noção de interface e superfície atravessa inúmeras instâncias institucionais e mercadológicas e mostra que não se conseguiu incorporar ainda a lição dada por Magritte em sua famosa série de quadros de cachimbos, produzidos entre 1928 e 1956.

Um dos traços mais desconcertantes desses quadros é sua incrível simplicidade 'Ceci n'est pas un pipe' (Isto não é um cachimbo): isto é uma representação de um cachimbo, anuncia-se em todos.

As imagens traem, pontificia-se no título que transforma a série em conjunto e anima a fricção e a pulsação das distâncias entre representação e ausência, palavra e figura, pintura e escritura, palavras e coisas.

Trata-se da história de um caligrama desfeito, escreveu Foucault, uma tautologia às avessas em que a distância entre o texto e a imagem era intencionalmente imposta em um jogo de negações, que confrontava a redundância do mero transporte de sentidos, pondo em evidência a fragilidade do olhar do voyeur_superficial_em relação ao do leitor_pluridimensional". (Beiguelman, G. O livro depois do livro, p. 19).

LM

11 de abr. de 2008

As palavras e as coisas



"(...) Você vê tão bem o cachimbo que sou, que seria ridículo para mim dispor minhas linhas de modo a lhes fazer escrever: isto é um cachimbo. As palavras, de certo, me desenhariam menos bem do que eu me represento."
(Isto não é um cachimbo, Foucault, M. p. 9)

"(...)Mas quem me dirá seriamente que este conjunto de traços entrecruzados, sobre o texto, é um cachimbo? Será preciso dizer: Meu Deus, como tudo isto é bobo e simples; este enunciado é perfeitamente verdadeiro, pois é bem evidente que o desenho representando um cachimbo não é, ele próprio, um cachimbo? E, entretanto, existe um hábito de linguagem: o que é este desenho? É um bezerro, é um quadrado, é uma flor. Velho hábito que não é desprovido de fundamento: pois toda função de um desenho tão esquemático, tão escolar, quanto este é a de se fazer reconhecer, de deixar aparecer sem equívoco nem hesitação aquilo que ele representa (...)" (Isto não é um cachimbo, Foucault, M, p. 6)

LM

3 de abr. de 2008

Das metáforas 2

O que se discute por ora são os equívocos terminológicos que pululam na rede, como home (casa). Ao denominarmos home page a capa de um site ou portal imaginamos que trata-se reprodução mental da casa do usuário? Home pode ser: lar, residência, casa, moradia, família, pátria, origem, cidade ou terra natal.

Também pode sugerir: ir para casa, retornar, ter lar, residir, morar, prover com lar ou residência. Ou significar: caseiro, doméstico, familiar, nativo, nacional, expressivo, que atinge ou alcança seu objetivo, para casa, rumo à pátria, de retorno, em casa, exatamente, a propósito, profundamente.

Porque ao insinuar at home, você quer expressar: em casa, na pátria, à vontade.

A questão que se coloca aqui é se não chamamos home, qual é a denominação adequada?

LM