2 de jan. de 2011
20 de dez. de 2010
9 de dez. de 2010
Conversas na PUC
Vale a pena reproduzir aqui. É sensacional.
6 de dez. de 2010
27 de out. de 2010
"É a estrutura, imbecil"
Tendo como aporte ideias estruturalistas, ainda que recheadas de links e com bibliografia antiga, o texto aborda questões pertinentes do jornalismo.
Obviamente não é possível reverter a pirâmide invertida. Mas falta ir a fundo em algo que passa ao largo de discussões como essa: o input de dados.
O input é feito no espaço de fluxo informacional onde necessariamente a interface não é moldada a partir da pirâmide invertida. Prova disso é a dinâmica de redes sociais como o Twitter, por exemplo, ou a série de testes que vem sendo feito pela Google.
Trata-se, portanto, de ter em mente que a rede coloca a notícia em uma nova perspectiva, explicada pela noção de revezamento de Gilles Deleuze, na série Mil Platôs. Em linhas gerais, a construção é, ao mesmo tempo. estrutural e não estrutural, compõe e se decompõe.
1 de out. de 2010
10 de set. de 2010
19 de mai. de 2010
Base de dados marca transformações no jornalismo
O quadro interativo está dividido em quatro áreas negócios (verde), tecnologia (rosa), notícias (azul) e mídia social (laranja).
Para saber o que marcou o jornalismo entre 2000 e 2009, basta passar o mouse em cima de uma das linhas coloridas. Rapidamente, descobre-se, por exemplo, que o Twitter foi fundado em março de 2006 e a versão beta do Google News entrou no ao ar em 2002.
31 de out. de 2009
22 de ago. de 2009
Não dá pra não ler
3 de jul. de 2009
Quer aprender a fazer TV?
Para quem curte TV, uma ótima idéia é aceitar o convite do Reporters Center, novo canal de reportagem colaborativa em vídeo do You Tube:"Ever captured a natural disaster or a crime on your cell-phone camera? Filmed a political rally or protest, and then interviewed the participants afterward? Produced a story about a local issue in your community? If you've done any of these things or aspire to, then you're part of the enormous community of citizen reporters on You Tube, and this channel is for you".
meu comentário: trata-se de um excelente laboratório para aulas de telejornalismo. Hoje, um dos grandes nós das universidades é a falta de estrutura para os alunos testarem seus produtos.
LM
19 de jun. de 2009
Para além do diploma
Para além da discussão se vale ou não ter um canudo para fazer Jornalismo, o escritório de design Zukun Plan planejou o pcStudio, sala de aula que já deveria estar nos planos de várias universidades que ensinam jornalismo em redes.meu comentário: Isso é o mínimo que se pode oferecer a quem ensina web. Concordo que a formação humanística é essencial, mas os profissionais têm de aprender a compor conteúdo digital, senão a fórmula papel+diagramação continuará a orientar o design.
A pensar,
LM
15 de jun. de 2009
O futuro da notícia
"Mas mal sabíamos nós que, ao ver aqueles primeiros computadores portáteis no México [Copa de 1986], estávamos vendo o raiar da nossa obsolescência. O que era para ser instrumento do jornalismo impresso está substituindo o jornalismo impresso. As maiores empresas jornalísticas do mundo sentem a competição da Internet e de outros derivados daquelas máquinas primitivas e contemplam um futuro sem papel, ou a morte. A notícia do futuro irá da máquina para a máquina, sem necessidade do jornal como nós o conhecemos, e amamos. Talvez já na Copa de 14."
A pensar,
LM
2 de jun. de 2009
Voo 447 na web = texto + tv+ google earth
Nessa segunda-feira, 1, os sites de notícias do Brasil destacaram o desaparecimento do avião da Air France, com informações atualizadas ao longo do dia. Também na Europa, o voo 447 ocupava as manchetes. Nos Estados Unidos, as capas das versões digitais dos jornalões americanos chamavam a atenção para a concordata da GM.
A rede CNN usou imagens do Google Earth para localizar a rota da aeronave na tevê e no site (na verdade, replicou as imagens para a web). O inglês Daily Telegraph também montou mapa com o serviço do Google. Como não havia informações que justificassem a criação de um infográfico, a saída foi trabalhar com texto e imagens em vídeo, a exemplo de Guardian, Washington Post e Google News.

CNN
Guardian
El Pais
Daily Telegraph
UOL Notícias
iG/ Último Segundo
estadao.com.br
A cobertura da rede desenhou as capas dos jornais de papel desta terça-feira, 2, pelo mundo. Estadão, Folha, Globo, Diário de S.Paulo, Guardian e El Pais deram amplo destaque ao voo 447. Já New York Times e Washington Post optaram por manchetar a crise da GM.

Capas: reprodução http://www.newseum.org/todaysfrontpages
É a rede dando o tom das edições analógicas no Jornalismo.
A pensar,
LM
10 de mai. de 2009
carta-bomba

Excelente discussão entre Steven Johnson e Paul Starr no caderno Mais! (assinantes), da Folha, neste domingo. Johnson foi editor-chefe e cofundador de uma das primeiras revistas on-line, a "Feed Magazine e Starr é professor de sociologia na Universidade Princeton. Os dois trocaram cartas entre 6 e 18 de abril deste ano sobre o futuro do jornalismo frente às novas tecnologias:
jornalismo x internet
Steven Johnson:
Paul Starr:
"Concordo que um novo modelo de noticiário e controvérsia pública está emergindo on-line e que sob alguns aspectos, especialmente a gama de opiniões que abrange, o ambiente on-line apresenta vantagens em relação ao mundo tradicional do jornalismo impresso.Mas a realidade é que os recursos para fazer jornalismo nos EUA, especialmente nos níveis metropolitano e regional, estão desaparecendo mais rapidamente do que as novas mídias conseguem gerá-los."
ecossistema
Steven Johnson:
"(...) Quando os ecologistas pesquisam os ecossistemas naturais, procuram as florestas mais antigas, onde a natureza teve mais tempo para evoluir.Para estudar as florestas tropicais, não analisam um campo desmatado dois anos antes.Por analogia, devemos examinar as partes do noticiário on-line que passaram por uma evolução mais longa."
"(...) Pense no discurso de Barack Obama sobre a questão racial, possivelmente um dos acontecimentos-chave da campanha. Oito milhões de pessoas o acompanharam no YouTube.Teriam as redes de TV transmitido esse discurso na íntegra em 1992? Com certeza, não. Ele teria sido reduzido a um minuto no noticiário noturno. A CNN talvez o tivesse transmitido ao vivo, para 500 mil pessoas. A Fox News e a MSNBC nem sequer existiam.Para mim, não há dúvida de que o ecossistema do noticiário político em 2008 foi muito, muito superior ao de 1992."
Paul Starr:
"Você emprega a metáfora de um ecossistema, e é um conceito reconfortante: à medida que morrem as formas de vida velhas, nascem outras novas.Mas você está tomando algumas árvores por uma floresta.Além disso, a própria metáfora orgânica induz ao engano. As mídias não se desenvolvem naturalmente. Elas se desenvolvem historicamente, e as forças que regem seu desenvolvimento são sobretudo políticas e econômicas."
cadeia de informação
Steven Johnson:
"É verdade que sou otimista quanto às possibilidades de longo prazo do jornalismo, mas a última coisa que quero é incentivar a "inação".Você quer ação para preservar um modelo de jornalismo de jornais que nos serviu bem por um século. Eu acho que podemos construir algo melhor.Você fala das forças de longo prazo que se alinharam contra os jornais. Elas são reais.Mas você passa por cima de muitas das forças compensatórias -políticas, econômicas e tecnológicas- que beneficiam o jornalismo e também a cultura cívica que o cerca.Hoje vemos novas e vastas eficiências na distribuição, graças à passagem da mídia impressa à digital. Existem oportunidades inusitadas de participação na criação, curadoria e discussão das notícias.O acesso às informações governamentais também se tornou mais fácil."
Paul Starr:
"Que tal olharmos mais de perto o seu negócio, o Outside.in, e ver se funciona como substituto do jornalismo profissional.Vejo que, quando você lançou o Outside.in, em outubro de 2006, empregou o mesmo exemplo do projeto Atlantic Yards. Dois anos e meio já se passaram, e tenho certeza de que você já deve ter outro. Mas qualquer pessoa que navegue por seu site verá que ele não faz reportagem investigativa.Pelo que pude apreender, ele não faz nenhum trabalho de reportagem próprio. Ele agrega o que aparece em outros lugares. Não parece haver nenhum critério de relevância ou importância. E, se o que aparece em outros lugares é lixo, o site ajuda a difundir esse lixo, pois, por sua própria natureza, um site de notícias automatizado não possui o que tem todo bom editor: um detector de lixo."
olho nas ruas
Steven Johnson:
"(...) claro que o Outside.in não faz um trabalho de reportagem original. Eu dei o exemplo do Atlantic Yards para mostrar o volume de informações já criadas sobre uma questão pública no Brooklyn. Eu não estava me atribuindo o crédito por esses conteúdos. (...) O que acho promissor nessa página, e em milhares de outras, é que informações estão sendo criadas e obtidas de uma gama diversificada de fontes, mas são espalhadas por centenas de sites diferentes."
Paul Starr:
"Infelizmente, não consigo enxergar a contribuição positiva feita por sites que retiram materiais da internet, misturando releases para a imprensa e trabalhos genuínos de reportagem de maneira indiscriminada, sem aplicar nenhum critério de relevância ou confiabilidade.Na melhor das hipóteses, isso é irrelevante para o problema de manter o jornalismo independente, o engajamento cívico e a responsabilidade política. Na pior, pelo fato de rasparem alguns dos lucros, os sites de notícias automatizados agravam os problemas financeiros da imprensa.Até recentemente, eu não levava a sério a ideia de que os agregadores estariam violando direitos autorais.Contudo, agora, vejo que os tribunais deveriam deixar claro que a agregação não paga, sistemática e concentrada do trabalho de outras pessoas -sem o acréscimo de valor editorial- não constitui utilização justa."
meu comentário: Vale a pena refletir sobre esse debate. Porque os agregadores de conteúdo estão na ordem do dia na produção, distribuição, recriação e circulação de informações na rede. Entender qual é o modelo mais adequado é a chave para o jornalismo hoje - porque o futuro é agora.
LM
Folha seleciona projetos de jornalismo
21 de abr. de 2009
Why journalists should learn to code
"If anything, learning how to build online and interactive stories gives journos a greater understanding of how web-based journalism is created and how they can enhance traditional print or broadcast stories. As with all multimedia skills, journos are more likely to be invested in the technical process if they have an idea of what's possible.
Also, learning computer skills makes journalists less dispensable and, for the unemployed, more marketable for future employment, which — let's be honest — can't hurt in the industry's current tumultuous state. Many journalism jobs now require someone who has both coding skills and writing experience, the latter of which many traditional computer programmers lack. Because many coders and developers aren't exactly rushing out to learn about inverted pyramids and cutlines, this gives the coding journalist an advantage.
There are many working journalists/programmers, some of whom are more fluent in one side or the other, and with computer programming being taught in J-Schools, even more should emerge in the coming years.
Learning HTML/CSS is useful for building web-based projects and knowledge of ActionScript is necessary for working in Flash environments. But unless you're planning a career as a developer, a deep understanding of Django, PHP or Ruby on Rails is not required."
Do 10,000 words16 de abr. de 2009
Como eu vim parar aqui?
Da série Vale a pena ver: imperdível a aula magna da ECA (Escola de Comunicação e Artes da USP) deste ano.LM
15 de abr. de 2009
CNN inscreve para concurso de jornalismo
Estão abertas até 29 de junho as inscrições para o 5º Concurso Universitário de Jornalismo CNN. O tema desta edição é “O uso da tecnologia no desenvolvimento social". O estudante pode enviar quantas matérias quiser em vídeo de até 2 minutos pelo YouTube. Quem vencer irá conhecer os estúdios da CNN International e terá sua matéria exibida na tevê.
Um luxo. Vamos lá?
LM



