Mostrando postagens com marcador epistemologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador epistemologia. Mostrar todas as postagens

10 de jun. de 2008

Com ícone e sem ícone

Na colagem da home do MSNBC, da seção Dateline, as chamadas de vídeo dão a impressão de que a redundância existe (ou não) por conta do espaço determinado pela quantidade de toques.

A pensar,

LM

20 de mai. de 2008

Das redundâncias que não fazem sentido 3


Fonte: http://noticias.uol.com.br/
A pensar,
LM

Das redundâncias que não fazem sentido 2


Fonte: http://noticias.uol.com.br/
A pensar
LM

Das redundâncias que não fazem sentido

O UOL News estréia nesta terça-feira, 20, nova página de notícias e capa. As estações do menu lateral foram reorganizadas para facilitar a navegação e as imagens ganharam mais destaque. Outra mudança bacana foi a tipologia de ícones para serviços e conteúdo.

Mas... as redundâncias ainda são marcantes e completamente desnecessárias. Ouçamos Foucault, em A palavra e as coisas e em Isto não é um cachimbo.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/infografico/2008/05/20/ult3224u71.jhtm

A pensar,

LM

11 de abr. de 2008

As palavras e as coisas



"(...) Você vê tão bem o cachimbo que sou, que seria ridículo para mim dispor minhas linhas de modo a lhes fazer escrever: isto é um cachimbo. As palavras, de certo, me desenhariam menos bem do que eu me represento."
(Isto não é um cachimbo, Foucault, M. p. 9)

"(...)Mas quem me dirá seriamente que este conjunto de traços entrecruzados, sobre o texto, é um cachimbo? Será preciso dizer: Meu Deus, como tudo isto é bobo e simples; este enunciado é perfeitamente verdadeiro, pois é bem evidente que o desenho representando um cachimbo não é, ele próprio, um cachimbo? E, entretanto, existe um hábito de linguagem: o que é este desenho? É um bezerro, é um quadrado, é uma flor. Velho hábito que não é desprovido de fundamento: pois toda função de um desenho tão esquemático, tão escolar, quanto este é a de se fazer reconhecer, de deixar aparecer sem equívoco nem hesitação aquilo que ele representa (...)" (Isto não é um cachimbo, Foucault, M, p. 6)

LM

8 de abr. de 2008

As palavras de ordem

Para pensar sobre a linguagem (textual e visual) na criação de páginas ou capas na web:

"A professora não se questiona quando interroga um aluno, assim como não se questiona quando ensina uma regra de gramática ou de cálculo. Ela 'ensigna', dá ordens, comanda. Os mandamentos do professor não são exteriores nem se acrescentam ao que ele nos ensina. Não provêm de significações primeiras, não são a conseqüência de informações: a ordem se apóia sempre, e desde o início, em ordens, por isso é redundância.

A máquina do ensino obrigatório não comunica informações, mas impõe à criança coordenadas semióticas com todas as bases duais da gramática (masculino-feminino, singular-plural, substantivo-verbo, sujeito do enunciado-sujeito de enunciação etc). A unidade elementar da linguagem — o enunciado — é a palavra de ordem.

Mais do que o senso comum, faculdade que centralizaria as informações, é preciso definir uma faculdade abominável que consiste em emitir, receber e transmitir as palavras de ordem. A linguagem não é mesmo feita para que se acredite nela, mas para obedecer e fazer obedecer.

A baronesa não tem a mínima intenção de me convencer de sua boa fé, ela me indica simplesmente aquilo que prefere me ver fingir admitir" (Deleuze e Guattari, Mil Platôs, vol. 2, p. 7-8)

LM

5 de abr. de 2008

Overdose


A página de notícias do NY Times tem dois elementos que a diferenciam do restante dos sites jornalísticos: algumas palavras do texto estão linkadas ao dicionário do jornal, e as ferramentas de composição da página ganharam anúncios. Sobre o modelo de negócio, ok, uma ótima idéia: dividir a página (a partir dos elementos de composição) e vender espaços. A dúvida aqui refere-se aos links: qual o critério utilizado para dar o significado de deteminadas palavras em detrimento de outras?

Outra questão é entender porque no lead, a palavra Iraq leva a um hotsite especial sobre a guerra. Me parece que trata-se da mesma idéia sobre o uso do dicionário para compreender o texto. Ao ler, vem aquela sensação de um enorme emaranhado de informação, texto longo, com muitos links, que remetem a outros conteúdos também extensos, numa tentativa equivocada de montar uma narrativa em base de dados, com todo conteúdo disponível.

Aí é que entra a ponderação. Vejo dois problemas ali: a disposição dos elementos e o modo pelo qual foram definidos. Isso nos leva a uma overdose.

A pensar,

LM

3 de abr. de 2008

Das metáforas 2

O que se discute por ora são os equívocos terminológicos que pululam na rede, como home (casa). Ao denominarmos home page a capa de um site ou portal imaginamos que trata-se reprodução mental da casa do usuário? Home pode ser: lar, residência, casa, moradia, família, pátria, origem, cidade ou terra natal.

Também pode sugerir: ir para casa, retornar, ter lar, residir, morar, prover com lar ou residência. Ou significar: caseiro, doméstico, familiar, nativo, nacional, expressivo, que atinge ou alcança seu objetivo, para casa, rumo à pátria, de retorno, em casa, exatamente, a propósito, profundamente.

Porque ao insinuar at home, você quer expressar: em casa, na pátria, à vontade.

A questão que se coloca aqui é se não chamamos home, qual é a denominação adequada?

LM