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8 de ago. de 2009

O Big Bang da internet


A internet das coisas finalmente chegou à grande imprensa brasileira. Capa da Veja, a matéria afirma que a nuvem depende de estratégias de linkagens temporárias e não depende de nenhuma máquina específica para existir. Vai reformatar a economia e o cotidiano ao permitir que objeto esteja conectado à rede.

A pensar,

LM

5 de jul. de 2009

Para ler e anotar

André Lemos é leitura indispensável para quem quer se aventurar por mídias locativas e redes sociais. Sempre de olho em estudos sobre o assunto ( e é claro, pesquisando in loco), suas abordagens são pioneiras no Brasil, e o Carnet de Notes reflete isso. Não dá para negar. Portanto, vale a pena dar uma passeada por lá e ler o post Social Network and Locative Media.

O primeiro discute as reconfigurações das redes sociais e o papel crítico dos blogs diante de ferramentas como Facebook e Twitter. O segundo traz comentários sobre o projeto Color by Numbers, que usa interação entre celulares e paisagem urbana e a conferência de Timo Arnall, no LIFT09, sobre a "internet das coisas".

LM

8 de jun. de 2009

Vale a pena reproduzir

Texto d0 Ethevaldo Siqueira publicado no Estadão, nesse domingo, 8:

Seis tecnologias que moldam o mundo

Quais seriam hoje as tecnologias que moldam nosso mundo no ensino, na aprendizagem, na pesquisa e nas aplicações mais criativas? A resposta a essa questão é dada por um dos mais prestigiosos estudos internacionais, o Relatório Horizon (Horizon Report), que seleciona seis tecnologias: mobilidade, computação em nuvem (cloud computing), geo-tudo (geo-everything), internet pessoal, aplicações semânticas e objetos inteligentes.


Mobilidade - Embora seja uma tecnologia bastante madura, o celular continua a evoluir rapidamente. Novas interfaces, capacidade de rodar aplicações de terceiros e a possibilidade de localização a qualquer instante são avanços recentes que tornaram o celular uma ferramenta versátil que pode ser facilmente adaptada a um conjunto de tarefas, incluindo ensino, produtividade e redes sociais. Os smartphones mais recentes tendem a assumir o papel e as funções de computadores portáteis, a começar do iPhone.

Computação em nuvem (cloud computing) é o uso da internet como recurso mundial de computação. O mundo dispõe cada dia mais da capacidade de armazenamento das "fazendas de dados" (data farms), que são aglomerados de servidores em rede, capazes de fornecer imenso poder de processamento e fácil acesso. Soluções simples e baratas para armazenamento remoto, aplicações multiusuários, hospedagem e computação com multiprocessamento - tudo isso trará nova visão e novos conceitos sobre computadores, software e arquivos.

Geo-tudo é a tradução livre proposta para a expressão Geo-Everything, que se refere aos dados e às incontáveis aplicações de localização de pessoas e dispositivos. Difíceis e complicadas no passado, essas aplicações se tornaram incrivelmente simples e fáceis nos últimos dois anos. Diversos dispositivos relativamente comuns podem hoje determinar e registrar com precisão sua própria localização (via GPS ou técnicas de triangulação de celular), salvar esses dados em mídia capturada (como fotografia) e transmiti-los via internet para um conjunto de usos.

Internet pessoal é parte de uma tendência resultante da ação de ferramentas que reúnem o fluxo de conteúdo em formas customizáveis e expandidas por um conjunto de widgets (interfaces gráficas) que administram o conteúdo online. A expressão internet pessoal foi cunhada para representar uma coleção de tecnologias usadas para configurar e gerenciar os modos que cada pessoa usa a internet.

Aplicações semânticas são ferramentas projetadas para usar o significado ou a semântica da informação na internet, para fazer conexões e prover respostas que, de outro modo, exigiriam longo tempo e grande esforço. A ideia que está por trás da web semântica é a de que, embora os dados online estejam disponíveis para a busca, seu significado não está. Os computadores são boas máquinas para nos dar o retorno de palavras-chave, mas muito ruins para entender o contexto no qual as palavras-chave são usadas. Diante da palavra turkey, o motor de busca pode nos dar respostas ligadas à ave (peru), a receitas de assados para o Natal, ou ao país(Turquia), s
em fazer qualquer distinção entre os diferentes sentidos.

Objetos inteligentes são muitas vezes chamados de "internet das coisas" (internet of things). Objetos inteligentes abrangem um conjunto de tecnologias que podem conferir a objetos comuns a capacidade de reconhecer sua localização física e responder adequadamente ou conectar-se com outros objetos ou informação. Um objeto inteligente "sabe" alguma coisa sobre si mesmo - onde e como foi feito, para que é usado, onde deveria estar ou quem é o seu dono, por exemplo - e alguma coisa também sobre seu ambiente. Embora as tecnologias que a eles estão subjacentes - identificação por radiofrequência (RFID), cartões inteligentes (smartcards), código de barras, sensores de toque e de movimento - não sejam novas, estamos vendo hoje novas formas de sensores, identificadores e aplicações com muito mais funcionalidades.

íntegra (assinantes)

A pensar,

LM