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14 de jun. de 2008

Print and digital differences 3

Papel x Digital. Qual é a diferença?

A pensar,
LM







Fonte diagramas: Lupton, Ellen. Pensar com os tipos. São Paulo: CosaicNaify, 2006.

Print and digital differences 2





Fonte diagramas: Lupton, Ellen. Pensar com os tipos. São Paulo: CosaicNaify, 2006.
A comparar,
LM

Print and digital differences


Because information design comes together in a systematic way, information designers must be extremely observant and analytical, and they must develop expertise in at least five disciplines:

  • Management
  • Visual Arts
  • Language
  • Technology
  • Journalism

LM

11 de abr. de 2008

As palavras e as coisas



"(...) Você vê tão bem o cachimbo que sou, que seria ridículo para mim dispor minhas linhas de modo a lhes fazer escrever: isto é um cachimbo. As palavras, de certo, me desenhariam menos bem do que eu me represento."
(Isto não é um cachimbo, Foucault, M. p. 9)

"(...)Mas quem me dirá seriamente que este conjunto de traços entrecruzados, sobre o texto, é um cachimbo? Será preciso dizer: Meu Deus, como tudo isto é bobo e simples; este enunciado é perfeitamente verdadeiro, pois é bem evidente que o desenho representando um cachimbo não é, ele próprio, um cachimbo? E, entretanto, existe um hábito de linguagem: o que é este desenho? É um bezerro, é um quadrado, é uma flor. Velho hábito que não é desprovido de fundamento: pois toda função de um desenho tão esquemático, tão escolar, quanto este é a de se fazer reconhecer, de deixar aparecer sem equívoco nem hesitação aquilo que ele representa (...)" (Isto não é um cachimbo, Foucault, M, p. 6)

LM

8 de abr. de 2008

As palavras de ordem

Para pensar sobre a linguagem (textual e visual) na criação de páginas ou capas na web:

"A professora não se questiona quando interroga um aluno, assim como não se questiona quando ensina uma regra de gramática ou de cálculo. Ela 'ensigna', dá ordens, comanda. Os mandamentos do professor não são exteriores nem se acrescentam ao que ele nos ensina. Não provêm de significações primeiras, não são a conseqüência de informações: a ordem se apóia sempre, e desde o início, em ordens, por isso é redundância.

A máquina do ensino obrigatório não comunica informações, mas impõe à criança coordenadas semióticas com todas as bases duais da gramática (masculino-feminino, singular-plural, substantivo-verbo, sujeito do enunciado-sujeito de enunciação etc). A unidade elementar da linguagem — o enunciado — é a palavra de ordem.

Mais do que o senso comum, faculdade que centralizaria as informações, é preciso definir uma faculdade abominável que consiste em emitir, receber e transmitir as palavras de ordem. A linguagem não é mesmo feita para que se acredite nela, mas para obedecer e fazer obedecer.

A baronesa não tem a mínima intenção de me convencer de sua boa fé, ela me indica simplesmente aquilo que prefere me ver fingir admitir" (Deleuze e Guattari, Mil Platôs, vol. 2, p. 7-8)

LM