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11 de abr. de 2009

Sem redundância

Não é sem razão que este blog repete à exaustão exemplos de edição baseada na redundância de textos e ícones para fazer o leitor entender como navegar. Em algumas situações é coerente repetir para marcar a informação. Mas no caso do design de web não dá para entender qual é a justificativa de usar setas para frente e para trás ou números para explicar que as fotos são randômicas e obedecem uma ordem de publicação.

Por outro lado, há um avanço brutal no uso de ícones e chamadas dos sites jornalísticos. As redundâncias desapareceram por completo. Isso mostra que está em processo de criação uma tipologia de edição jornalísitica em ambientes digitais e uma clara noção de que o usuário navega intuitivamente sem precisar de guias ou mapas.

A seguir, destaco exemplos recortados nesta sexta-feira, 10, das capas de G1, iG, Último Segundo, O Globo, Folha Online, Estadão e Terra.

Bravo!


Folha Online: ícone mostra que trata-se de um vídeo. Não é preciso mais

O mesmo acontece na edição dos canais Podcast e Multimidia da Folha


O Terra eliminou completamente as repetições que marcavam sua homepage

Terra

Terra



Home do Último Segundo: ícone chama para a galeria de fotos


Organização da capa do G1


No estadao.com, os ícones marcam bem os elementos apresentados

Apesar disso, ainda há ajustes a serem feitos, como nos sites de O Globo e G1: pecam pelo excesso de ícones na capa, além do inabalável "clique aqui"

e pela redundância

O Globo

Já o uso de setas e números na edição de fotos randômicas virou padrão


Folha Online
Terra
iG
iG

G1
G1
A pensar,
LM

23 de mar. de 2009

Vamos de notas curtas?

Essa é a nova ordem no Wall Street Journal:

"At The Wall Street Journal, the new bosses’ campaign to change the paper’s style increased in intensity last week with a memo from the top editor, Robert Thomson, indicating that reporters there will be required to supply a corporate sibling, Dow Jones Newswires, more often, and with faster, clearer versions of their articles.

(...) What that means, according to people in The Journal’s newsroom, is that the first version of breaking news to go out on the wires should be just a headline and a couple of sentences, written in the simplest terms and sent out as soon as possible, rather than a fuller article written in the more complex language of the printed paper. "

íntegra

meu comentário: quer dizer que as notícias terão agora o formato do Twitter?

A pensar,

LM

14 de jan. de 2009

As palavras e as coisas no El Mundo

Bem, não dá pra ter tudo mesmo. Essa é uma das primeiras lições que jornalistas aprendemos quando passamos à Academia. A segunda, é preciso entender as práticas nas redações digitais para depois criticar (construtivamente, claro).

Assim, começa uma percepção (mais sitematizada) do novo redesenho do El Mundo. Elogiado diversas vezes desde que foi ao ar no último domingo com agressiva campanha de marketing voltada para as multiplataformas de distribuição, parte-se agora um olhar mais atento.

Vamos lá:


Os botões para avançar as fotos dinâmicas na capa. Um dos raros exemplos em que o ícone não precisa de legendas. Quem não sabe que o sinal de + significa mais? Outro botão interessante é o que avisa em qual foto o usuário está. Afinal usuários não precisamos de números (1,2,3,4,5) para acompanhar imagens nos portais.


Cheguei a postar no domingo, quando foi anunciado o El Mundo repaginado que usuários estávamos livres do click to play. Não foi bem assim. Há vídeos no jornal espanhol que ainda nos pedem para clicar no botão play. Não precisa, sabemos que o ícone significa play. Tem no controle remoto.


Excelente resolução para os serviços interativos e, sobretudo, os de share. Mas ainda me pergunto qual o critério de seleção desses botões? Popularidade? Qualidade? Tecnologia?

Precisa repetir à exaustão a palavra Titulares? Não há outra maneira de destacar essas secciones?

A pensar,

LM

6 de jan. de 2009

Menos é mais

Tudo bem que o negócio da Globo seja a tevê, mas dá para editar a capa sem repetir à exaustão "vídeo". A palavra aparece no menu horizontal, no chapéu da chamada principal da mídia, na seção e, para reforçar, na URL que leva ao canal. Ponto negativo para o G1 nesse quesito.

O ponto positivo vai para o botão play na tela em flash. Os leitores de jornalismo digital, agradecemos.

A pensar,

LM



10 de dez. de 2008

Quase lá

Dois exemplos pinçados da Folha Online sobre uso inteligente de ícones para ilustrar hipermídia que valem a pena ser utilizados. Ganha o usuário, pois usa o crivo de leitura do mundo real no ciberespaço. Ganhamos também, pesquisadores, por verificar que estamos no caminho do trabalho aplicado ao mercado jornalístico. Obviamente porque fazer parte desse share faz toda a diferença ao levar discussões desse tipo para a academia.

Mas há um porém (como em quase tudo): a idéia de crivo pode ser aplicada também a edições de imagens randômicas, como essa ainda na Folha Online, e o design informacional resolve isso. Muito bem. Vale a pena experimentar.


E também eliminar redundâncias: ícone + vídeo + veja. Um botão play poderia resolver essa questão. Ou não? De novo, é a vez do design informacional pensar em uma saída razoável.

A pensar,

LM

28 de nov. de 2008

Ops...

O editor da home do Estadão esqueceu de escrever o chapéu na chamada do helicóptero que resgatou as vítimas do acidente em Minas Gerais entre um caminhão e um carro de passeio.

LM

26 de out. de 2008

As peças estão fora do lugar

"Mais uma vez, pergunto: é difícil? Não creio. Basta ler, reler, ler -e com muita atenção. Do contrário... É isso". Assim termina a coluna do professor Pasquale Cipro Neto na Folha de S.Paulo. O texto faz uma análise crítica da incapacidade de manchetar. Um trecho (imperdível) dá conta de aplicar o mesmo critério à edição nas capas dos portais e jornais digitais.

"Veja este título, posto na primeira página de um site, na semanapassada: "Selton Mello responde ao manifesto contra a nudez de PedroCardoso". Eu estava fora da pátria amada, acompanhando a distância oque se sucedia por aqui. Não sabia que Cardoso se manifestara contra a nudez gratuita no cinema e no teatro. Minha primeira reação foi supor que Cardoso ficara nu e que issocausara escândalos, revoltas, manifestos etc., e que, solidário, Selton Mello saíra em defesa de Cardoso. Resolvi deixar o título de lado e ler a notícia toda. Nada de Cardoso nu, nada de manifesto contra a nudez dele, nada de apoio de Selton a Cardoso. O problema estava no (horroroso) título que eu lera, cujas peças estavam fora de lugar. O que se queria informar exigia que aspalavras fossem dispostas nesta ordem: 'Selton Mello responde aomanifesto de Pedro Cardoso contra a nudez'.

Pela enésima vez, caro leitor, lembro que as palavras devem ser dispostas nas frases com critério, com nexo. Muitas vezes, a ordem dos fatores altera -e muito!- o produto. A parte dos estudos lingüísticosque se ocupa das relações entre as palavras e as orações é a regência. Basta que duas palavras se relacionem para que se estabeleça um mecanismo de regência. "

Íntegra (acesso a assinantes)
A pensar,

LM

24 de out. de 2008

Sobra palavra, falta edição

O NY Times estreou nova página de vídeo. Fundo preto, letras brancas (formatos que incomodam - e muito - a leitura na tela. E não é só isso: nos botões, as mesmas repetições de sempre.

Play aparece 2 vezes no destaque principal, e sempre que o mouse passa em cima das outras imagens.

Na mesma manchete de página, Vídeo aparece quatro vezes. Sem contar search video (obviamente) e featured video nos destaques inferiores.

Falta mais?

A pensar,

LM

22 de out. de 2008

Em tempo real, 1, 2, 3 ...

Faltou feeling de primeira página (de papel) na edição da capa do G1 para a chamada da Copa Sul-Americana. Até agora, há dois jogos no ao vivo do portal. Se houvesse três, quatro, cinco, os selos com as mesmas chamadas ficariam pululando na home.

A pensar,

LM

18 de out. de 2008

Aperte "Play"

Entrada do webdocumentário Nação Palmares, vencedor do Prêmio Vladimir Herzog. De cara, a chamada orienta o usuário a apertar o botão play. Viva a redundância!

Mais adiante, a hipermídia lembra, com menos requinte, o formato da revista Neo, um dos primeiros modelos de produção digital pensado para CD-ROM.

A Neo surgiu em 1994 sob o comando do jornalista Silvio Giannini, e não atravessou os anos 2000. Mas sem dúvida, representou o que de melhor se fez até agora ao misturar áudio, vídeo e texto no Brasil.

A pensar,
LM

16 de out. de 2008

Siga a Bolsa de Valores



Chamada do G1 convida o leitor a seguir o mercado financeiro. Como assim? Ainda que o limite seja o número de toques, vale a pena cortar o que sobra do título "Dólar em alta na casa dos..." Siga soa pra lá de estranho...
A pensar,
LM

15 de set. de 2008

Design em linha horizontal




Leitores da Smashing Magazine foram convidados a criar design para a web em linha horizontal. A revista digital recebeu mais de 1.200 contribuições, e o resultado é fantástico. Enjoy it.

A pensar,

LM


5 de set. de 2008

Vídeo, vídeo, vídeo...


Qual é a lógica da repetição nas capas dos sites noticiosos? No G1, overdose de chamadas de vídeo, com ícone e texto, com remissão a vídeo, claro.

A pensar,

LM

28 de jul. de 2008

É possível



Pacote multimídia do NY Times sobre o gastos do consumidor americano mostra que é possível pensar em novos formatos na rede, e isso leva a mudar a idéia de que a condição do jornalismo on-line é o real time.
A pensar,
LM

25 de jul. de 2008

De fotos abertas e fechadas

Reprodução O Globo (assinantes)
Reprodução Folha de S.Paulo

Reprodução O Estado de S.Paulo


Tudo bem, as fotos publicadas nos jornais de hoje são muito boas, sobretudo a do Estadão, que dá a dimensão da popularidade do candidato à eleição presidencial dos EUA Barak Obama, na Alemanha.

O nó é dar o corte para a web, ou pensar a foto para web na hora do clique. Pouca gente faz isso, e o resultado quase sempre é um ponto no infinito... (de um personagem, objeto, lugar). Não só o texto deve ser remodelado para o suporte digital, mas o planejamento das imagens também.

Claro que o aumento da banda larga permitiu ampliar imagens nas capas, mas mesmo assim, é preciso repensar a edição.

Em tempo: quando se fala em foto fechada para a web, não significa ajustá-la para caber na página, ou cortar no plano americano... Ou postar um boneco..

A pensar,

LM