Mostrando postagens com marcador NY Times. Mostrar todas as postagens
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14 de out. de 2010

16 de nov. de 2009

NY Times + Twitter = Social Network



   


Na frente, mais uma vez, está o NY Times. Sob o comando de Andrew DeVigal, o jornalão americano tem investido para unificar suas plataformas em torno da lógica transmídia. Depois de anunciar o TimesPeople, uma rede de leitores que permite recomendar, trocar e compartilhar conteúdo, chegou a vez de integrá-la ao Twitter

meu comentário:  as experiências do NY Times digital têm se voltado discretamente à noção de fazer rede em vez de pensar o conteúdo postado em um espaço único, dividido por links. Agora, começa a valer a idéia deleuziana de revezamento, de agenciamento (linkagens estratégicas) em espaços lisos (redes sociais) e estriados (portais). 

A migração da cultura de portal para a de redes sociais é irreversível (MOHERDAUI: 2009) assim como a migração da cultura de página para a de dados (BERNERS LEE : 2009).


A pensar

19 de jul. de 2009

Duas dicas do NY Times

Já está na rede a versão 2 do Times Reader. Ainda que continue a reproduzir metáforas analógicas, trata-se da versão integral do papel + atualizações in real time direto no seu HD.


A outra dica bastante interessante é o share. Gostou de um texto e quer compartilhá-lo com em sua rede? O Times o ajudará.

LM

8 de jul. de 2009

Link para todo lado

Alguém consegue prestar atenção em um texto repleto de links, sem critério algum de seleção? Por que a matéria do estadao.com.br tem de ter tanto áudio para as canções de Michael Jackson interpretadas por outros artistas?

O bom senso pede cautela para não provocar no leitor uma overdose de links.

Mesmo mal-estar causa a edição do NY Times. O excesso de mídias mais dezenas de links no meio do texto confundem e atrapalham a leitura...

O El Pais, responsável por inaugurar o layout horizontal com destaque multimídia nas colunas laterais, também abusa da exibição de formatos.


A composição mais equilibrada é a do Último Segundo, do iG. O editor soube aplicar os critérios de noticiabilidade aos links, e o resultado é interessante e dá a idéia de oferecer notícias do tamanho da curiosidade de qualquer leitor.

Vale a pena ficar de olho no que a turma do portal tem feito na rede. Não é sem razão que, mais uma vez, o iG sai na frente, ao publicar o seu próprio manual de redação, atualizado a cada vez que aparece algo novo, para nortear o trabalho dos jornalistas.

A pensar,

LM

26 de mai. de 2009

NY Times anuncia editor de rede social

Depois do editor de tags, vem aí o editor de rede social. Mais uma vez, o NY Times sai na frente.

LM

13 de mai. de 2009

A cronologia reversa do NY Times

Laboratório on-line de tudo o que há de novidades para experimentar na rede, o NY Times lançou agora o Times Ware, página do jornalão americano atualizada por meio de cronologia reversa, mesmo recurso utilizado pelos blogs. 

A página ganhou link na capa do Times, ao lado de Times Topics, Most Popular, Video, Todays Paper e Times People. A home do jornal permanece ainda com edição manual, feita por gatekeepers. 

O que despertou curiosidade foi o formato. Lembra bastante o projeto de arte digital ten by ten,  que opera por meio de tags e reúne a cada uma hora notícias de Reuters, BBC e NY Times a partir de fotos publicadas na web. 

meu comentário: o ten by ten está na dianteira da criatividade, sobretudo porque parte de uma idéia nova e do jornalismo baseado em tags, cujo tema tenho explorado bastante neste blog em 2009, e o Times Ware recombina a tecnologia de blogs com fotos. Mais uma vez, a arte digital dá munição ao design e modelo de página de jornal. Quando jornalistas nos deixaremos levar pelas possibilidades criativas da cultura de rede?

A pensar,

LM

O que fazer com a base de dados

Quer saber quantas vezes uma palavra apareceu no NY Times? A resposta é base de dados, e o Times Lab responde como fazer:

"The above graph shows how many stories containing particular words were printed in The Times in a given year. The giant spike in 2001 - representing 1,581 stories - is “terrorism”. Other words to have waxed and waned are the Princess of Wales, which peaked in 1997 and rose again in 2007 - the year of the inquest into her death, and Google, which has been a steady riser since our early articles about it in 2000. 

We compiled the data using a Ruby script which scoured a web-based version of the Times database. The script conducted separate searches for a particular term in the database over a number of years, and extracted - from the results page of each search - the number of articles in which that term appeared. We then normalised the results to account for the overall rise in the number of articles written in the Times over the past quarter century.

Having written the program, we’ll probably re-use it to conduct searches across particular themes. Environment is an obvious one: when did ‘climate change’ replace ‘global warming’? And whatever happened to ‘the greenhouse effect’? Any suggestions about what other terms we should investigate are welcome."


LM

9 de mai. de 2009

De novo, NY Times sai na frente

Quase sempre a melhor posição é liderar experiências com novas tendências, e a turma que comanda o NY Times entende bem disso.

Depois de anunciar um editor de tags com a mesma importância que um editor de primeira página, criar comunidade de leitores em seu próprio terreno para entender o que eles querem, agora o jornalão digital americano quer saber há outras formas de obter informações além de sua URL (http://www.nytimes.com/).

Claro que há, e eles bem sabem que as redes sociais estão aí para mostrar isso.


Está no site do Times uma pesquisa para levantar dados sobre tempo de acesso, formas de acesso e quanto vale a informação que sai da redação de um dos mais influentes jornais do mundo. O publisher quer saber quanto seu leitor pagaria pelo conteúdo produzido por sua equipe de jornalistas e no caso de oferecer informação grátis, a credibilidade do jornal seria abalada?


meu comentário: os donos do Times começaram a pensar em como exibir notícias em uma era pautada pelo agenciamento e pela navegação baseada em tags. Como? Basta observar o fluxo de informações que circulam pelas redes sociais e o modo pelo qual são distribuídas e, algumas vezes, recriadas. De novo, o NY Times sai na frente. Quem vai ficar atrás?

A pensar,

LM

8 de mai. de 2009

Quando usuário gera mais tráfego que o Times


Conheça a história de MrBabyMan, o usuário mais popular e bem avaliado no Digg. Seu trabalho, fora da rede, não tem nada a ver com a internet, trabalha com cinema em Los Angeles há anos. Mas dedica entre três 3 quatro horas e postar notícias em redes sociais. Conta que se diverte ao comprovar que as pessoas se emocionam com as mesmas histórias que lê.

Para se ter uma idéia da popularidade de MrBabyMan, quando ameaçou deixar o Twitter, sua mensagem ganhou a página principal do Digg.

Desde que se registrou ao sistema de validação de conteúdo, enviou mais de 12 mil notícias e cerca de 30% desse total (3.600) foram destacadas na home. Diz que nunca pensou em calcular o tráfego que gera quando envia cada página, mas garante que é maior que a média de visistas registradas em um artigo do New York Times. "Tenho consciência de que isso afeta meu critério na hora de enviar notícias."

meu comentário: os critérios de noticiabilidade são inabaláveis.

A pensar,

LM

3 de mai. de 2009

Gay Talese x internet

Não é novidade que o jornalista e escritor Gay Talese critica a internet. Em 2000, quando esta jornalista o entrevistou para o Último Segundo, do iG, Talese reclamou da falta de credibilidade nas informações que chegam pela rede. Na época, o destaque do noticiário se voltara aos erros da cobertura das eleições americanas que levaram George W. Bush à Casa Branca.

Quatro anos mais depois, por ocasião do lançamento de uma edição ampliada de Fama e Anonimato pela Companhia das Letras, em nova entrevista, desta vez ao baiano A TARDE, o jornalista se queixou dos profissionais que apuram informações por meio do computador. "Bom repórter é o sujeito que sai às ruas em busca de novidades e não aquele que fica na redação sentado atrás de um computador ".

E, de novo, mirou contra a internet: "Não uso a internet. Quando se trata de apurar, eu não confio em ninguém a não ser em mim mesmo. Evito entrevistar pessoas pelo telefone. Prefiro ver quem entrevisto - face a face; é o que recomendo. Talvez seja inconveniente, mas não importa: é altamente recomendável."

Na série de entrevistas que concedeu à mídia brasileira, por conta de sua participação na Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece de 1º a 5 de julho, Talese voltou a criticar a rede mundial de computadores. Agora, por causa da crise econômica por que passam os jornalões americanos, o escritor afirmou à Folha de S.Paulo que o NY Times errou ao abrir o conteúdo na web e disse a O Estado de S.Paulo que só usa o Google para saber informações precisas sobre, por exemplo, em que período fulano foi presidente dos EUA.

"Não uso a internet, não me interessa a tecnologia. Trabalho basicamente como há 50 anos. Se precisar saber quem foi o vice-presidente no ano tal, posso usar o Google e não vou até a biblioteca... Mas as pessoas sobre quem quero descobrir alguma coisa não são famosas. Se eu fizesse uma busca no Google sobre os personagens reais de A Mulher do Próximo, eles apareceriam associados ao meu nome. Muita gente que entrevistei estava falando com um repórter pela primeira vez. Eu sou o historiador de pessoas que não têm história registrada em público."

Mesmo avesso às novas tecnologias e com muita propriedade em suas análises, sobretudo sobre a precariedade da apuração jornalística atual, é sempre um prazer saber o que um dos mais importantes profissionais da imprensa pensa sobre o quarto poder.

LM

29 de abr. de 2009

See aqui, see ali, see acolá





Tudo bem que pode-se dizer que ainda é cedo para mudar uma cultura pautada na hierarquia mudar a forma de exibição de conteúdo na rede em formatos que provoquem agenciamento e não demanda de informação. Também dá para entender que o NY Times saiu na frente quando contratou um editor só para taggear seus textos e o colocou no mesmo nível do mancheteiro do jornal. Isso sem contar as experiências exaustivas de uso de redes sociais nas coberturas misturadas a depoimentos do cotidiano alheio. 

Mas o que não tem perdão a essa altura do jogo é ainda ter em conta que o sujeito precisa de setas e de indicações textuais para entender que há mais texto, mais foto, mais, mais, mais, mais a exemplo do site da revista de celebridades People.   O mundo mudou e os projetistas de rádio, tevê e jornais impressos não enchem os olhos do ouvinte, espectador e leitor com guias para ligar o dispositivo, mudar de estação ou de canal e explicações do tipo: vire a página ou vá até a página tal para ver todas as fotos publicadas evento xis. 

Será que é tão difícil orientar um sujeito sobre as práticas de navegação da cultura de rede? 

A pensar, 

LM

Slideshow para inspirar

Muito bom o detalhe do slideshow do NY Times sobre patrulha de soldados americanos por causa de emboscada no Afeganistão

A pensar,

LM

21 de abr. de 2009

Webby Awards: Vote now!



Já estão na rede os nomeados para a edição de 2009 do Oscar da Internet. O NY Times aparece em 13 categorias de um total de 70. Logo em seguida está a rede de tevê NBC. A seleção foi feita
entre 10 mil propostas de 60 países. Agora, está aberta à votação pública até o dia 3o para o prêmio People´s Voice. Os vencedores do Webby Awards serão conhecidos em 5 de maio.

LM

2 de abr. de 2009

Picturing the Recession


Mais uma proposta interessante do NYTimes.com para transformar o jornal em uma comunidade informativa. O Picturing the Recession convida os leitores a enviar imagens que refletem como a crise econômica atingiu suas vidas e a de seus vizinhos, familiares e colegas. o Resultado é uma base de dados dinâmica de fotos dividida em temas como, por exemplo, Trabalho, Família, Casa, Negócios e Transportes.

A pensar,
LM

31 de mar. de 2009

Quase 200 milhões no Facebook


reprodução The NY Times

meu comentário: não é à toa que a grande mídia (no Brasil e no exterior) tem explorando amplamente o potencial de tráfego gerado pelo Facebook. É constante o uso da rede social para postar links com notícias, artigos e reportagens de seu time de peso. Isso mostra uma reconfiguração do acesso a informações e confirma que o jornal não é mais a única fonte, obviamente.

A pensar,

LM

30 de mar. de 2009

Alberto Cairo comenta Malofiej 17

"Los factores que han llevado a The New York Times a convertirse en el vencedor absoluto de la última edición de los Malofiej se disiparán con el tiempo, de la misma forma que murió la euforia injustificada por los gráficos online del estilo elmundo.es (mis tiempos) y elpais.es. Está bien que así sea. Cada novedad en periodismo visual es siempre recibida como una salvación, por lo que se la entroniza y agasaja con honores y medallas. Luego llega el momento de la racionalidad. La novedad deja de serlo. Se transforma en una variedad más de la disciplina, al mismo nivel que las anteriores.

Afirmé un día que a cada tipo de información le corresponde un modo de codificación adecuado: algunas historias necesitan de texto, otras de vídeo, audio e infografía. Dentro de la infografía misma se repite este patrón, como en un loop fractal: en visualización, cada tipo de dato y de historia pide un estilo visual diferente. Eso es lo que creo que deben buscar los jurados en ediciones futuras de los premios. No dejarse deslumbrar por los alardes técnicos (que conducen, por ósmosis, por contagiosa moda, a errores irritantes), sino pensar en las reglas básicas: la forma debe adaptarse a la función, la primera de ellas."

íntegra

LM