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27 de abr. de 2010
O Último Segundo está de cara nova
O jornal Último Segundo redesenha as páginas e volta ao formato de sua estreia, nos anos 2000: equipe recheada + sucursais em Brasília e Rio de Janeiro.
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8 de jul. de 2009
Link para todo lado
Alguém consegue prestar atenção em um texto repleto de links, sem critério algum de seleção? Por que a matéria do estadao.com.br tem de ter tanto áudio para as canções de Michael Jackson interpretadas por outros artistas?
O bom senso pede cautela para não provocar no leitor uma overdose de links.
Mesmo mal-estar causa a edição do NY Times. O excesso de mídias mais dezenas de links no meio do texto confundem e atrapalham a leitura...
O El Pais, responsável por inaugurar o layout horizontal com destaque multimídia nas colunas laterais, também abusa da exibição de formatos.

A composição mais equilibrada é a do Último Segundo, do iG. O editor soube aplicar os critérios de noticiabilidade aos links, e o resultado é interessante e dá a idéia de oferecer notícias do tamanho da curiosidade de qualquer leitor.
Vale a pena ficar de olho no que a turma do portal tem feito na rede. Não é sem razão que, mais uma vez, o iG sai na frente, ao publicar o seu próprio manual de redação, atualizado a cada vez que aparece algo novo, para nortear o trabalho dos jornalistas.
LM
O bom senso pede cautela para não provocar no leitor uma overdose de links.
Mesmo mal-estar causa a edição do NY Times. O excesso de mídias mais dezenas de links no meio do texto confundem e atrapalham a leitura...
O El Pais, responsável por inaugurar o layout horizontal com destaque multimídia nas colunas laterais, também abusa da exibição de formatos.
A composição mais equilibrada é a do Último Segundo, do iG. O editor soube aplicar os critérios de noticiabilidade aos links, e o resultado é interessante e dá a idéia de oferecer notícias do tamanho da curiosidade de qualquer leitor.
Vale a pena ficar de olho no que a turma do portal tem feito na rede. Não é sem razão que, mais uma vez, o iG sai na frente, ao publicar o seu próprio manual de redação, atualizado a cada vez que aparece algo novo, para nortear o trabalho dos jornalistas.
LM
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3 de mai. de 2009
Gay Talese x internet
Não é novidade que o jornalista e escritor Gay Talese critica a internet. Em 2000, quando esta jornalista o entrevistou para o Último Segundo, do iG, Talese reclamou da falta de credibilidade nas informações que chegam pela rede. Na época, o destaque do noticiário se voltara aos erros da cobertura das eleições americanas que levaram George W. Bush à Casa Branca.Quatro anos mais depois, por ocasião do lançamento de uma edição ampliada de Fama e Anonimato pela Companhia das Letras, em nova entrevista, desta vez ao baiano A TARDE, o jornalista se queixou dos profissionais que apuram informações por meio do computador. "Bom repórter é o sujeito que sai às ruas em busca de novidades e não aquele que fica na redação sentado atrás de um computador ".
E, de novo, mirou contra a internet: "Não uso a internet. Quando se trata de apurar, eu não confio em ninguém a não ser em mim mesmo. Evito entrevistar pessoas pelo telefone. Prefiro ver quem entrevisto - face a face; é o que recomendo. Talvez seja inconveniente, mas não importa: é altamente recomendável."
Na série de entrevistas que concedeu à mídia brasileira, por conta de sua participação na Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece de 1º a 5 de julho, Talese voltou a criticar a rede mundial de computadores. Agora, por causa da crise econômica por que passam os jornalões americanos, o escritor afirmou à Folha de S.Paulo que o NY Times errou ao abrir o conteúdo na web e disse a O Estado de S.Paulo que só usa o Google para saber informações precisas sobre, por exemplo, em que período fulano foi presidente dos EUA.
"Não uso a internet, não me interessa a tecnologia. Trabalho basicamente como há 50 anos. Se precisar saber quem foi o vice-presidente no ano tal, posso usar o Google e não vou até a biblioteca... Mas as pessoas sobre quem quero descobrir alguma coisa não são famosas. Se eu fizesse uma busca no Google sobre os personagens reais de A Mulher do Próximo, eles apareceriam associados ao meu nome. Muita gente que entrevistei estava falando com um repórter pela primeira vez. Eu sou o historiador de pessoas que não têm história registrada em público."
Mesmo avesso às novas tecnologias e com muita propriedade em suas análises, sobretudo sobre a precariedade da apuração jornalística atual, é sempre um prazer saber o que um dos mais importantes profissionais da imprensa pensa sobre o quarto poder.
LM
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