Mostrando postagens com marcador critério de noticiabilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador critério de noticiabilidade. Mostrar todas as postagens

4 de jan. de 2011

Share bem pensado





Da folhadotcom, excelente menu de compartilhamento. Escolha feita a dedo, criteriosa.









26 de jun. de 2009

"Pelo amor de Deus, conta uma novidade" 2

De novo: "todo mundo já sabia"! Repito o título da coluna do Carlos Eduardo Lins da Silva na Folha de S.Paulo de 7 de junho passado para reiterar o incômodo das manchetes dos jornais de papel sobre a morte de Michael Jackson, anunciada à exaustão desde o fim da tarde de quinta, 25, na rede.

Twitteiros, apostamos que os títulos seriam algo como "Michael Jackson morre aos 50", e não deu outra.

Vale a pena dar uma olhadela no mapa interativo no Newseum, com as capas dos principais jornais do mundo, e compará-las às homes dos digitais. Dá um bom estudo sobre o papel do jornal em uma cultura cada vez mais pautada pela informação distribuída em redes sociais, a exemplo do Twitter, que chegou a ficar "over capacity", mas aponta para um novo processo de produção: a transmissão participativa.

A notícia saiu em primeira mão no site de celebridades TMZ. Foi replicada no Brasil (com devidos créditos, of course) por UOL, iG e Terra. Estadão e G1 recuaram. No exterior, CNN, NY Times, Washington Post e Guardian também optaram por não citar o TMZ. Somente após a informação ser confirmada pelo Los Angeles Times é que os jornalões foram atrás e cravaram em suas homepages a morte de Jackson.

Isso mostra duas implicações, pelo menos:

1) ainda há muita reticência sobre informação divulgada na internet, a credibilidade é um ponto nervoso.

2) o que sobra para os jornais de papel se o factual está no ar antes de as rotativas começarem a imprimir?

A pensar

LM

7 de jun. de 2009

"Pelo amor de Deus, conta uma novidade"

reprodução Folha de S.Paulo

É verdade, "todo mundo já sabia". Sensacional o título da coluna do ombudsman Carlos Eduardo Lins da Silva na Folha de S.Paulo deste domingo. O texto aborda um assunto pra lá de incômodo: a validade das manchetes dos jornais de papel em casos como o da cobertura do acidente com o avião da Air France (voo 447). Semana passada, este blog comparou as coberturas e concluiu que a web dá a manchete aos jornais.

O que chamou atenção desta jornalista foi o fato de os leitores reclamarem da manchete. Em fevereiro de 2008, apontei fiz a mesma queixa sobre a cobertura da renúncia de Fidel Castro em um curso a jornalistas de um grande portal paulistano. A Folha amanheceu com o título: "Fidel renuncia após 49 anos".

Tratava-se da mesma manchete que estampava os portais desde a madrugada de terça, 19, um dia antes de o jornal ir às bancas. A resposta que recebi de um colega que passou pela redação da Barão de Limeira foi surpreendente: "há uma pesquisa interna que mostra que os leitores querem esse tipo de manchete". Obviamente, não me conformei, mas tentei compreender, e a pulga ficou atrás da orelha até hoje.

Ainda bem que os leitores mudaram, e a prova é o que escreveu Carlos Eduardo: "Vários outros leitores manifestaram frustração com a decisão editorial de tornar o jornal caudatário das informações divulgadas pela TV, pelo rádio e pela internet no dia anterior, na terça e na quarta-feira. Estou com eles."

Ricardo Noblat já havia cantado essa bola em 2005, em entrevista à Playboy, ao afirmar o seguinte: As pessoas estão se informando de outro jeito. Você abre amanhã a Folha de S.Paulo e está lá a manchete: 'Empresário diz que pagou mensalinho a Severino' [A manchete da Folha no dia seguinte à entrevista de fato foi "Empresário confirma propina e agrava situação de Severino"]. Pelo amor de Deus, me conta uma novidade, isso o país inteiro já sabe.

Para quem não leu a coluna do Carlos Eduardo, faço questão de reproduzir aqui:

Todo mundo já sabia

(assinantes)


Leitores manifestam frustração com a decisão de tornar o jornal caudatário das informações já divulgadas na TV e na internet


"A MANCHETE seria boa em 1921 [ano de fundação da Folha] quando não havia TV e internet. Hoje, parece mais um jornal de ontem. Todo mundo já sabia." Foi o que o leitor José Antonio Pessoa de Mello Oliveira escreveu ao ombudsman na terça sobre a capa do dia, quase toda dedicada ao acidente com o Airbus da Air France.


Mello Oliveira concluiu: "O autor da manchete precisa ter em mente que não é possível recriar o impacto de uma notícia já divulgada. A manchete deve explorar um desdobramento da informação inicial. É um ônus que o jornal de papel tem que aceitar".


No mesmo dia, a leitora Patrícia Sperandio perguntava "como é possível um jornal amanhecer nas bancas com uma manchete tão envelhecida?" e especulava: "A manchete principal da Folha de hoje explica por que o jornal impresso está, cada vez mais, perdendo espaço para outras mídias".


Diogo Ruic aconselhou: "Sugiro que manchetes, principalmente da capa, tragam algo novo para quem busca informação. O jornal não precisa tratar tudo como velho, mas há de se ponderar o que realmente é novidade. Ou alguém duvida que 99% dos assinantes do jornal já sabiam da queda do avião?"


Vários outros leitores manifestaram frustração com a decisão editorial de tornar o jornal caudatário das informações divulgadas pela TV, pelo rádio e pela internet no dia anterior, na terça e na quarta-feira. Estou com eles.


O que deveria ter sido feito? Admito que é difícil. Mas é preciso ter a coragem de errar para mudar e para dar a entender ao público que se está disposto a mudar. Qualquer coisa que sinalizasse ao leitor que este jornal respeita sua inteligência e não vai repetir o que ele já sabe seria melhor.


Outro aspecto da cobertura da tragédia que mobilizou leitores foi o noticiário em torno das vítimas, especialmente a utilização de fotos de algumas delas que foram retiradas de suas páginas em redes de relacionamento da internet.


Pessoalmente, sempre me incomodou muito o assédio de jornalistas a parentes de vítimas de acidentes. Mas é inegável ser dever do jornalismo registrar a história de vítimas de acidentes que se tornam públicos e que se isso for feito de maneira respeitosa pode servir de homenagem a elas e de preservação de sua memória. E quando alguém coloca suas fotografias no Orkut e em similares, sabe que elas estão ao acesso de qualquer pessoa.


meu comentário: obrigada, Carlos Eduardo.


A pensar,


LM

8 de mai. de 2009

Quando usuário gera mais tráfego que o Times


Conheça a história de MrBabyMan, o usuário mais popular e bem avaliado no Digg. Seu trabalho, fora da rede, não tem nada a ver com a internet, trabalha com cinema em Los Angeles há anos. Mas dedica entre três 3 quatro horas e postar notícias em redes sociais. Conta que se diverte ao comprovar que as pessoas se emocionam com as mesmas histórias que lê.

Para se ter uma idéia da popularidade de MrBabyMan, quando ameaçou deixar o Twitter, sua mensagem ganhou a página principal do Digg.

Desde que se registrou ao sistema de validação de conteúdo, enviou mais de 12 mil notícias e cerca de 30% desse total (3.600) foram destacadas na home. Diz que nunca pensou em calcular o tráfego que gera quando envia cada página, mas garante que é maior que a média de visistas registradas em um artigo do New York Times. "Tenho consciência de que isso afeta meu critério na hora de enviar notícias."

meu comentário: os critérios de noticiabilidade são inabaláveis.

A pensar,

LM