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18 de out. de 2008

Aperte "Play"

Entrada do webdocumentário Nação Palmares, vencedor do Prêmio Vladimir Herzog. De cara, a chamada orienta o usuário a apertar o botão play. Viva a redundância!

Mais adiante, a hipermídia lembra, com menos requinte, o formato da revista Neo, um dos primeiros modelos de produção digital pensado para CD-ROM.

A Neo surgiu em 1994 sob o comando do jornalista Silvio Giannini, e não atravessou os anos 2000. Mas sem dúvida, representou o que de melhor se fez até agora ao misturar áudio, vídeo e texto no Brasil.

A pensar,
LM

9 de abr. de 2008

Cultura híbrida


El País, 2008
capa
características
design horizontal
aposta na multimídia
uso de fotos maiores
canais próprios de web
busca multimídia
maior quantidade de anúncios

LM

6 de abr. de 2008

Das funções simbólicas

Para pensar sobre as funções simbólicas dos elementos de composição da página noticiosa na rede:

"A aposta em uma cultura híbrida (pautada pela interconexão de Redes on e off line) não é em uma nova indústria capaz de substituir meramente velhas tecnologias por outras. O desenvolvimento desse novo horizonte de leitura, que o mundo cibernético promete e a proliferação dos dispositivos móveis corrobora, impõe que se pense em que queremos dos textos, da memória e das próprias tecnologias de conhecimento.

O que está em jogo é a necessidade de engendrar não só repertórios capazes de transcender o formato do códex e a cultura material da página, como as únicas possibilidades para a exposição de idéias, mas também suas funções simbólicas, como as de suporte de memória, e econômicas, como o valor material da autoria." (Beiguelman, G. O livro depois do livro, p. 17).

LM

4 de abr. de 2008

Isso é um link?

Em busca de um formato ideal de composição da página e estruturação da narrativa, o espanhol El Mundo está sempre inovando:



A notícia, antes repleta de links, agora é destacada em negrito. O mesmo acontece nas chamadas abaixo do título, as três não remetem o usuário a um segundo nível de navegação. Dá o resumo da notícia, também com negrito. E pára por ali. Me parece um retrocesso. Para apresentar algo diferente, recorre-se processos de edição off-line. Sim, porque o negrito é off-line, e o link é on line. Ou não?

Isso não é um elogio ao mundo on line, como quem recusa o passado, ok? Mas a proposta é reciclar ou remediar, nas palavras de David Bolter (Remediation). Que tal aplicar critérios de noticiabilidade nos links destacados nas chamadas ou no meio do texto? Ou até mesmo nos assuntos relacionados, geralmente publicados no pé da página?

LM

3 de abr. de 2008

Das metáforas 3

Nesse sentido, questiona-se até o significado de site (sítio): "Talvez a metáfora do site (sítio) para designar a situação de não localidade que estrutura o ciberspaço esteja na raiz desse fenômeno de equívocos terminológicos que não são inconvenientes por serem errôneos, mas por mascararem a situação inédita de uma espacialidade independente da localização em um espaço tridimensional" (G.Beiguelman. O livro depois do livro, 12)

Vale a pena listar os nomes das coisas da web e pensar sobre o que Beilgueman chama de equívocos terminológicos, no contexto de uma "cultura híbrida, ou seja há uma interpenetração entre as mídia off line e on line, que incorpore e recicle práticas sociais já estabelecidas, e aponte para novas formas de significar, ver e memorizar" (ibid, p.13)

LM