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23 de out. de 2010

"Imagens Além-Natureza"

"A disseminação dos sistemas de Realidade Aumentada, a popularização do design sensorial e novas formas sociabilidade baseada em comunidades fluídas de consumidores e produtores de vídeos e fotos indicam que as imagens deixaram de ser superfícies emolduráveis e tornaram-se as interfaces de comunicação mais importantes da contemporaneidade.

Aplicativos instalados em celular, como leitores de QR-Code e programas como o Layar ou wikitude, tiraram a Realidade Aumentada dos círculos científicos especializados e a implantaram no cotidiano tornando essa tecnologia literalmente acessível à palma da mão. Produtos como o Wii e o Ipad, são uma espécie de exercícios de sinestesia para as massas, explorando a combinação de sentidos, como a visão e o tato, que convertem as imagens em interfaces imersivas e de interação. Plataformas como YouTube e Flickr, alargam as formas de diálogo e trocas interpessoais, mobilizando milhões de criadores, remixadores e visualizadores que configuram espaços de relacionamento baseados em imagens.

Cada um desses tópicos poderia ser o tema de exclusivo de uma apresentação, tese, livro ou ensaio. Eles envolvem tecnologias de produção, distribuição e consumo distintas, bem como colocam em circulação novos modos de ver e perceber que são particulares às situações a que estão relacionadas – localização em contextos urbanos, por exemplo, no caso da RA, lazer e informação, no que se refere ao Wii e ao Ipad, entretenimento, jornalismo-cidadão ou experimentação artística, no que diz respeito ao YouTube e ao Flickr.

Na apresentação que faço hoje no debate “novos formato”, do Fórum Latino-Americano de Fotografia, no entanto, vou me concentrar nas questões que poderiam ser chamadas de macroestruturais das imagens digitais e suas estéticas emergentes. No ensaio que estou preparando para a publicação que resultará deste fórum, essas questões sobre RA, novas sociabilidades e design sensorial, devem ser abordadas.

Hoje, prefiro me concentrar em questões relacionadas aos fundamentos das imagens digitais e alguns de seus desdobramentos cognitivos, perceptivos e criativos. Parto do pressuposto que as imagens digitais são além-natureza e que esse seu estatuto configura estéticas do código, estéticas do banco de dados e estéticas da cumplicidade particulares à composição algorítmica.
De certa forma, também, a apresentação que faço hoje, a convite de Iatã Cannabrava, permite, ainda contextualizar e refletir sobre os projetos que mostro no Itaú na exposição Histórias de Mapas, Piratas e Tesouros, sob curadoria de Eduardo Brandão e da Cia. De Foto."



19 de mar. de 2009

E se a edição dos jornais fosse assim?

Imagine acompanhar a cobertura de três grandes fontes de informação, como Reuters, BBC e NY Times, por meio de fotografias e tags? O resultado é o projeto 10 x 10. A cada uma hora, o ten by ten atualiza 100 palavras e fotos que mais se destacaram na mídia. Experimente.
A dica é de Giselle Beiguelman.

14 de mar. de 2009

Um feedback para Mindy McAdams

Para pensar durante o fim de semana:

"I need to take a break from blogging for about a week while I go off and run some journalism training. In the meantime, I would really appreciate it — a lot! — if some of you could give me some feedback about this series, “Reporter’s Guide to Multimedia Proficiency.” Is it good for you? Is it good for someone you know? Is anything missing? Is anything unclear?
I have five more installments planned, including three about online video.

Previous posts in this series:

RGMP 1: Read blogs and use RSS
RGMP 2: Start a blog
RGMP 3: Buy an audio recorder and learn to use it
RGMP 4: Start editing audio
RGMP 5: Listen to podcasts
RGMP 6: Post an interview (or podcast) on your blog
RGMP 7: Learn how to shoot decent photos
RGMP 8: Learn how to crop, tone, and optimize photos
RGMP 9: Add photos to your blog
RGMP 10: Learn to use Soundslides"

Do blog da Mindy

LM

18 de jan. de 2009

The Readers Album


"NYTimes.com readers are sending in their photographs from Washington and elsewhere. Images are organized in the order they were received. To participate, send an e-mail to mailto:pix@nyt.com?subject=Send, attach your file(s) and tell us your full name and the location pictured. Files must be in the JPEG (.jpg) format and no larger than 5MB."

meu comentário: Mais um exemplo de construção de conteúdo a partir de redes sociais. Nesse caso, o NY Times montou uma galeria de imagens a partir de uma rede de leitores.

No caminho...

A pensar,

LM

25 de ago. de 2008

A web é motion blur?









Photos taken with a camera do not represent a single moment of time. Due to technological constraints these shots stand for some scene over a brief period of time. This time frame depends on the camera’s shutter speed. In motion blur, any object moving with respect to the camera will look blurred or smeared along the direction of relative motion.

Motion blur is frequently used to show a sense of speed. You can artificially achieve this effect in a usual scene using cameras with a slow shutter speed. Also Adobe Photoshop can be used for this purpose, though sometimes images may look unnatural and unprofessional. You may want to take a look at resources provided in the end of the article — they show how one can add the motion blur effect in photos.
A pensar,
LM

25 de jul. de 2008

De fotos abertas e fechadas

Reprodução O Globo (assinantes)
Reprodução Folha de S.Paulo

Reprodução O Estado de S.Paulo


Tudo bem, as fotos publicadas nos jornais de hoje são muito boas, sobretudo a do Estadão, que dá a dimensão da popularidade do candidato à eleição presidencial dos EUA Barak Obama, na Alemanha.

O nó é dar o corte para a web, ou pensar a foto para web na hora do clique. Pouca gente faz isso, e o resultado quase sempre é um ponto no infinito... (de um personagem, objeto, lugar). Não só o texto deve ser remodelado para o suporte digital, mas o planejamento das imagens também.

Claro que o aumento da banda larga permitiu ampliar imagens nas capas, mas mesmo assim, é preciso repensar a edição.

Em tempo: quando se fala em foto fechada para a web, não significa ajustá-la para caber na página, ou cortar no plano americano... Ou postar um boneco..

A pensar,

LM