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22 de jun. de 2009

Ainda no espelho retrovisor

A Smashing Magazine replicou no Twitter comparação de design de página de jornalismo digital entre ontem e hoje. À exeção da divisão de espaços para anúncios e textos, o projeto ainda simula o papel, com hierarquia, cabeçalho e diagramação em colunas. Ou algo semelhante a um power point com mídia e links distribuídos. O esqueleto está em Imgur, rede de compartilhamento de imagens.

meu comentário: qual é a novidade? cadê a ruptura?

A pensar,

LM

6 de ago. de 2008

30 de jun. de 2008

De remediações sem rupturas

À excessão da enquete, que convida o usuário a participar, o restante do conteúdo lembra elementos do papel, com diagramação em colunas, na superfície da tela.
A pensar,
LM

10 de jun. de 2008

Updated e move box


Interessante o formato que o MSNBC oferece, a possibilidade de o usuário editar os temas de sua preferência na home page. Mas continua a questão sobre como não ser redundante ao orientar como fazer.

Mesma idéia vale para o updated... Uma bandeirinha laranja avisa as notas atualizadas, mas a página fica cheia delas, como as anotações que ilustram a imagem.

A pensar,

LM

6 de jun. de 2008

Da cultura cíbrida

reprodução

Por Giselle Beiguelman, na Trópico

Está chegando a cultura cíbrida, pautada pela interconexão de redes e sistemas on e off line:

(...) Trata-se agora de refletir sobre a recepção em ambientes de constante fluxo, em condições entrópicas, onde o leitor está sempre envolvido em mais de uma atividade (dirigindo, olhando um painel eletrônico e falando ao telefone, por exemplo), interagindo com mais de um dispositivo e desempenhando tarefas múltiplas e não-correlatas.

Criar para essas condições implica, por isso, repensar as condições de legibilidade e as convenções e formatos da comunicação no âmbito de práticas culturais relacionadas à ubiqüidade, ousando questionar se de fato rumamos para a tão alardeada convergência de mídias, ou se, ao contrário, o que se impõe é um cenário de leitura distribuída em inúmeras mídias (celulares, painéis eletrônicos, rádios, entre outras), respondendo às demandas pontuais de um leitor em trânsito permanente (...)

A pensar,

LM

3 de jun. de 2008

Atualizando conceitos 2

Em contraste com a narrativa moderna, em que ouvinte, leitor ou telespectador acompanham a narração (ouvindo, lendo, vendo) sem interferir na lógica interna das ações, motivada pela psicologia dos personagens – seja ficcionalou jornalística - o fluxo da narrativa no ciberespaço mais que incorporar depende da intervenção do tele-ator.

Na narrativa moderna, ouvir, ler e ver são ações desconectadas do fluxo da narrativa. Quando acessa um espaço navegávelde uma publicação jornalística no ciberespaço, por exemplo, um tele-ator,ao eleger como território de exploração um dos muitos módulos disponíveise optar por uma, entre as várias linearidades propostas, desenvolve uma açãoque interfere no curso da narrativa, que deixa de ser único como na narrativajornalística convencional.

O caráter interativo da narrativa no ciberespaço transforma os deslocamentos pelo espaço navegável como um instrumento central da observação,e xploração, narração e, em última instância, da composição da narrativa propriamente dita.

Como permanece atrelada às formas narrativas dos meios convencionais, a narrativa jornalística no ciberespaço pouco emprega o espaço navegável formatado sobre bancos de dados como interface padrão.

MACHADO, Elias. A Base de Dados como espaço de composição multimídia. In: Jornalismo Digital de Terceira Geração, Portugal, 2007. Disponível em: http://www.labcom.ubi.pt/livroslabcom/pdfs/barbosa_suzana_jornalismo_digital_terceira_geracao.pdf.

A pensar,

LM

2 de jun. de 2008

Atualizando conceitos

(...) existe uma necessidade de atualizar o conceito de narrativa. Ao descrever fatos e ações a narrativa serve para informar, educar e entreter aos ouvintes, leitores e telespectadores. Nos
manuais de literatura, a narrativa aparece definida como:

1) exposição detalhada de uma seqüência de fatos
2) representação artística de um evento ou história

Em qualquer destes conceitos, formulados para definir a narrativa em outros meios como a voz, o livro, o jornal, o rádio, o cinema ou a televisão, produtos elaborados para interagir com ouvintes, leitores ou telespectadores, fica patente a dificuldade de incorporar as ações performadas pelo que Manovich classifica como atores essenciais na narrativa no ciberespaço: os tele-atores.

MACHADO, Elias. A Base de Dados como espaço de composição multimídia. In: Jornalismo Digital de Terceira Geração, Portugal, 2007. Disponível em: http://www.labcom.ubi.pt/livroslabcom/pdfs/barbosa_suzana_jornalismo_digital_terceira_geracao.pdf.

A pensar

LM

1 de jun. de 2008

Arquitetura da informação


Antes da web

O conceito foi cunhado pelo pesquisador norte-americano Richard Wurman, em 1962 = mapa ou estrutura de informação que permite a outros encontrar um caminho pessoal ao conhecimento.

40 anos depois...

Louis Rosenfeld e Peter Morville definem arquitetura da informação como o desenho da organização, etiquetagem, navegação e sistemas de buscas para ajudar o usuário a encontrar e gerir mais adequadamente a informação, através de uma interface.

Para Xosé López, Manuel Gago e Xosé Pereira, significa a planificação estrutural do mapa dos conteúdos, com a definição dos itens de conteúdo e suas relações operacionais, além da organização que sustenta o sistema:

“Estabelecer a arquitetura da informação significa desenhar um esquema abstrato dos conteúdos de um cibermeio plasmado em uma estrutura de base de dados, promovendo a simbiose entre servidor, usuário e o Sistema de Gerenciamento de Conteúdos, que permite partir de uma base previamente programada para gerar um cibermeio dinâmico.”

Hoje

Elias Machado defende que o conceito deixe de ser simplesmente associado à busca de facilidades de acesso e ao incremento da usabilidade da interface gráfica para ser pensado como um dos elementos estruturadores das narrativas multimídia no ciberespaço.

No atual estágio dos cibermeios, a arquitetura da informação cumpre, ao menos, três funções:

1) clássica, de mapa que indica os percursos para localização da informação
2) mais recente, que orienta busca e recuperação de informações
3) como elemento estruturante na composição de narrativas multimídia

MACHADO, Elias. A Base de Dados como espaço de composição multimídia. In: Jornalismo Digital de Terceira Geração, Portugal, 2007. Disponível em: http://www.labcom.ubi.pt/livroslabcom/pdfs/barbosa_suzana_jornalismo_digital_terceira_geracao.pdf.

A pensar,

LM

28 de mai. de 2008

Bem melhor assim


Capa do Último Segundo, maio de 2008

Capa do Último Segundo, abril de 2008
Sem a redundância é muito melhor.
A pensar,
LM

23 de mai. de 2008

JOL em base de dados


Em O jornalismo digital em base de Dados (Florianópolis: Calandra, 2006), Elias Machado, lança mão - com bastante propriedade - de um dos princípios de Lev Manovich (The Language of New Media, 2001) para identificar a nova mídia: a transcodificação - todos os objetos das novas mídias podem ser traduzidos para outros formatos (p.15) - para defender a hipótese de que no jornalismo digital a base de dados, como uma forma cultural típica das sociedades em redes, assume ao menos três funções:

1) de formato para a estruturação da informação
2) de suporte de modelos de narrativa multimídia
3) de memória de conteúdos públicados


Se levarmos em conta que para Manovich a narrativa na web só tem sentido se houver ação, o destaque acima da morte do senador Jefferson Peres destacado na Folha Online poderia levar o usuário a navegar em uma base de dados menos abrangente e mais detalhada sobre Peres. Leia o que já foi publicado sobre... pode significar dezenas de informações, perdidas na rede que, em tese, servem para nada.

A pensar,

LM

20 de mai. de 2008

Das redundâncias que não fazem sentido 3


Fonte: http://noticias.uol.com.br/
A pensar,
LM

Das redundâncias que não fazem sentido 2


Fonte: http://noticias.uol.com.br/
A pensar
LM

Das redundâncias que não fazem sentido

O UOL News estréia nesta terça-feira, 20, nova página de notícias e capa. As estações do menu lateral foram reorganizadas para facilitar a navegação e as imagens ganharam mais destaque. Outra mudança bacana foi a tipologia de ícones para serviços e conteúdo.

Mas... as redundâncias ainda são marcantes e completamente desnecessárias. Ouçamos Foucault, em A palavra e as coisas e em Isto não é um cachimbo.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/infografico/2008/05/20/ult3224u71.jhtm

A pensar,

LM

19 de mai. de 2008

Das redundâncias que fazem sentido

Essa, sim...

Repetição intencional, de forma distinta ou não, de um elemento informativo já proporcionado, com o objetivo de aumentar a confiabilidade de uma função particular. Em transmissão de informação é a fração da informação total contida em uma mensagem, que pode ser eliminada sem perder a informação essencial. (In. Endoestética – Sintopia da arte, a ciência e a tecnologia.
Claudia Giannetti. Belo Horizonte: Editora C/Arte, 2002, p. 208.)


Essa, não. Nem pensar...

Fonte: Guardian
LM

14 de mai. de 2008

Click to play with the play symbol


Ah, é para clicar? Hmm...
A pensar
LM

9 de mai. de 2008

Para além do controle remoto 3



Então, cadê a legenda? Você precisa?

A pensar,

LM

Para além do controle remoto



Controle remoto tem legenda?
A pensar
LM

1 de mai. de 2008

Com legenda. Para fazer sentido


Bem, esse é um outro modo de usar ícones sem deixar o leitor com cara de: Ah, não diga? No UOL. Anote
Ok, eu não acertaria o significado do ícone de Downloads nem o de Blogs. No caminho.
A pensar,
LM

30 de abr. de 2008

Desconstruindo idéias

Imersão

Imersão não significa necessariamente modificação na trama ou interação:

  • Posso interagir e imergir
  • Posso não interagir e imergir

O processo de imersão não é compatível com a atualização contínua.

Ou seja, não dá para imergir em real time...

Pacote multimídia

A narrativa em flash, a exemplo de El País, El Mundo e NY Times, por exemplo, não é compatível com a cobertura real time...

Leva um tempo (horas) para montar um infográfico como o do acidente da TAM, feito pelo EL Pais (com erro, ainda - a trajetória do avião na pista estava incorreta). Segundo o papa da infografia multimídia, Alberto Cairo, aquele gráfico levou 6 horas para ser construído.

Também não podemos jogar imediatamente no ar um vídeo (reportagem/notícia) ou áudio (reportagem/notícia) diferente do conteúdo do texto em real time... A edição leva um tempo, ainda que haja um template pré-elaborado para isso.

Real time

Os sistemas de publicação (alguns deles) não estão programados para real time... Geralmente, um delay nos faz parar a montagem de uma galeria de imagem pela metade...

Assim, a atualização em real time não é condição de existência do jornalismo digital. Ela também é potencializada por conta de questões crono-espaciais...

Links

Os links não são paratextos na web. Na realidade, eles nos dão acesso. Precisamos deles para virar a página. Isso não significa que trata-se de um paratexto...

Um link pode ser um vídeo, áudio, retranca, e-mail, e por aí vai....

TV e slideshow

O slideshow com áudio é um elemento potencializado do que se pode fazer na TV, com imagem e áudio...

Narrativas

Se eu aplicar a noção de Ricoeur no enredo de um livro do Tolstói, em uma reportagem especial de papel, em um pacote multimídia ou nos infográficos animados, ainda assim, terei a mesma noção de narrativa cujo conceito tem sido remexido por conta do jornalismo digital...

O que muda sã0 suporte e ferramentas... Se é linear ou não, não importa.

Linearidade

Ser linear (ou não) depende do ponto de onde se acessa e como.

A pensar

LM