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8 de set. de 2009

Tag takes command

Post atualizado na quarta, 9, às 9h34

Sabia que João Figueiredo adorava cavalos e manteve um haras na Granja do Torto até deixar o cargo, pela porta de trás do Palácio do Alvorada? É dele a célebre frase “Prefiro cheiro de cavalo ao cheiro do povo”. Ouviu algo sobre Ulysses Guimarães, uma das figuras mais importantes das Diretas Já, ter enfrentado a repressão militar nas duas de Salvador? Com o braço levantado, rompeu a barreira e bradou: "Respeitem o líder da oposição."

Essas e outras milhares de imagens compõem o www.photobahia.com.br, banco de imagens do fotógrafo Luciano Andrade, pautado pela busca e baseado exclusivamente em tags. Por meio de palavras-chave, a navegação intuitiva leva o usuário ao acervo documentado ao longo de 30 anos de carreira.

Nesse período, Andrade clicou personagens históricos, como Mãe Meninha do Gantois, Carybé e Camafeu de Oxossi. Acompanhou, passo a passo, a abertura política no Brasil, fotografou Tancredo Neves em Portugal, Roma e Washington e registrou em suas lentes o velório do general Golbery do Couto e Silva. Conhecido por "feiticeiro", o bruxo entrou para a história por um lado obscuro (fundou o SNI, o serviço de espionagem da ditadura e, no governo de Ernesto Geisel, trabalhou pela abertura democrática, entre tantos outros que estão no @photobahia.

O mais interessante da proposta, desenhada por esta jornalista, é a tentativa de exercitar alternativas à reprodução de metáforas analógicas, e a exibição dos temas por ordem de postagem de material é uma delas. Também não há redundâncias ou imperativos. A entrada do @photobahia é uma espécie de vitrine sobre o que há de novo. Um sinal de + convida a ver as últimas atualizações.

A lógica de a agência de fotos ser ancorada em tags se explica pela variedade de composições permitidas na rede e fora dela. É isso que está em jogo: testar as conexões possíveis em uma cultura que já não é mais de página, mas de base de dados dinâmica.

Trata-se de fazer rede e não estar em rede.

A pensar,

@lmoherdaui

6 de set. de 2009

Base de dados visual explica o darwinismo

Muitas vezes, pensamos que conceitos científicos são fixos, são noções finalizadas. Mas não é bem assim.

O livro "Origem das Espécies", de Chales Darwin (1809-1882), elaborado no século XIX, teve uma série de modificações e atualizações ao longo das seis edições publicadas - a primeira, por exemplo, saiu com 150 mil palavras, e a sexta, com 190 mil.

É o que mostra o trabalho do filósofo britânico Herbert Spencer. Graças à digitalização de todas as edições em uma base de dados on-line, a equipe de Spencer criou um quadro dinâmico que exibe a trajetória conceitual de Darwin e explica a formação da teoria da evolução a partir da seleção natural.


Precisa diagramar em colunas? Precisa reproduzir metáforas analógicas? Precisa de seta ou de "clique aqui" para indicar a navegação?

Não.

Pelo contrário: trata-se de uma excelente proposta de sistematização, baseada na hibridização, que serve a qualquer tipo de projeto que depende da análise de dados para ser colocado em prática.

A pensar,

LM

4 de jun. de 2009

A nuvem de tags de Obama no Cairo

Sérgio Davila publica nuvem de tags do discurso de Barack Obama realizado nesta quinta-feira, 4, no Cairo. Povo foi a palavra mais usada pelo presidente dos EUA aos muçulmanos.

LM

Overdose de infográficos estáticos

A revista colaborativa Good passou a compartilhar no Flickr uma seleção de infográficos produzidos em parceria com outras fontes. A idéia é postar novidades toda quinta-feira.

meu comentário: Pena não ser dinâmica a interface dos 80 publicados nessa primeira série. De todo modo, vale para inspirar aqueles dias em que a página fica em branco horas seguidas.

A pensar,

LM

1 de mai. de 2009

Influenza A em tempo real 2

Se é verdade que migramos definitivamente para uma cultura baseada em dados em que a exibição é visual e dinâmica, não é possível mais pensar em uma cobertura como a da gripe Influenza A que avança rapidamente no mundo com mapas estáticos, como esse publicado no site da Economist


E já que o Twitter é o hype da vez na cultura de rede, o USA Today criou uma conta de seu canal de Saúde para as pessoas acompanharem as últimas notícias da gripe. 
Aliás, a página do USA Today da cobertura é uma das mais interessantes da web. Há atualização de dados em texto e mapas em tempo real, links apontando para redes sociais e sites de compartilhamento e de validação de conteúdo e uma lista de serviços de hospitais e prontos-socorros. 

Para não ficar somente no USA Today, destaco NY Times, El Mundo, El País e  Washington Post, que também trazem mapas dinâmicos atualizados. 




Não são apenas os jornalões que usam a base de dados dinâmica para contar o avanço da doença no mundo, mas usuários que integram redes organizadas também participam da cobertura usando a tecnologia do Google Maps para atualizar os dados. Há grupos que convidam pessoas a contribuir na produção de informações, conforme destaquei neste blog no último dia 29.


LM

22 de fev. de 2009

Can you guess?


Mais sobre visualiazação em base de dados. Agora, no Guardian:

"Thirteen Academy Awards speeches, and not an agent thanked once. Can you guess the lucky winner from these Wordles? (The font size is in direct relation to the frequency of their use.) Answers at the end ...Thirteen Academy Awards speeches, and not an agent thanked once. Can you guess the lucky winner from these Wordles? (The font size is in direct relation to the frequency of their use.)"

Explore

LM

21 de fev. de 2009

Base de dados em base de dados


Do Information aesthetics

"A series of visualizations [flickr.com] that represent the top organizations and people mentioned in the news articles of the New York Times for a given year of news between 1984 and 2009. Connections between these entities are drawn, so that relationships can be found and followed. These circular graphs are based on the faceted searching abilities of the NYTimes Article Search API, that were released a short while ago. "

meu comentário: de novo, experimentando a visualização em base de dados. Espero que o formato não fique saturado como editar uma página de notícia só com links, depois, com tudo o que é possível em hipermídia, em seguida, o exagero de estatísticas...

LM


20 de fev. de 2009

What's up?

O jornal Washington Post criou o TimeSpace, um mapa interativo que permite aos usuários navegar por artigos, fotos, vídeo e fazer comentários de qualquer parte do mundo.

meu comentário: a visualização em base de dados está na ordem do dia? Por que não há ponderações sobre o que usar na exibição de conteúdo?

LM


31 de dez. de 2008

Bravo, NY Times!


Quem gosta de futebol pode acompanhar as partidas pelo NY Times em base de dados visual que permite comparar a seus comentários opiniões de jornalistas da área e torcedores. Experimente!

A dica é do De Vigal, no Facebook

LM

26 de dez. de 2008

Enciclopédia em 3D



Um dos caminhos para encontrar um formato de narrativa no ciberespaço é estudar os trabalhos do Spatial Robots, site dedicado a catalogar, discutir e promover sitemas interativos espaciais e tudo o que há de novo em tecnologia para criar arquiteturas digitais. Vale a pena experimentar. O vídeo acima apresenta uma proposta de enciclopédia em 3D.

Enjoy it

LM

24 de dez. de 2008

Para o bookmark

Para passar o dia navegando por arte digital. Vale a pena experimentar e arquivar o Database of virtual art.

LM

15 de dez. de 2008

Doodle Buzz

Tudo bem que a base do design do jornal digital seja pautada pela simulação do impresso, com diagramação em colunas e hierarquia, mas será que a proposta do Doodle Buzz não é "too much"?


DoodleBuzz - work in progress from Brendan Dawes on Vimeo.

Abaixo, exemplos de visualização em base de dados noticiosas de News Visual, Muckety, SiloBreaker, Libero, TextMap e CNET News Ontology.


SiloBreaker

TextMap

News Visual

CNET News Ontology

Muckety
Libero

A pensar,
LM


12 de dez. de 2008

Vem aí o Zoetrope

Um dos grandes nós da pesquisa em base de dados digitais é o arquivo, impossível de ser constituído a partir de páginas dinâmicas, como as capas dos portais noticiosos. A lógica de atualização dos destaques segue o tempo presente. Uma das soluções é o internet archive, mas não resolve detalhes.

A Adobe promete mudar esse formato de busca com o projeto Zoetrope, um sistema que permite interagir com páginas temporárias da web e fazer relações de comparação e complementação.
O vídeo abaixo dispensa traduções. Se esse navegador funcionar, o google terá de repensar a busca baseada somente em links.



A dica do Zoetrope é de Giselle Beiguelman

A pensar,

LM

23 de nov. de 2008

Base de dados, o commodity da vez

A visualização de dados é o commodity da web, agora. Se antes, a ordem do dia era notícia hipertextualizada, agora é notícia com base de dados. Dá para transformar em dados visuais mapas de viagem, mapas interativos de crimes e exposições em museus, etc.

A pensar,

LM

21 de nov. de 2008

Data visualizations

O Emergence Project é uma instalação de software de arte exibido no Hyde Park Art Center's. É composto por idéias e palavras capturadas no Chicago Humanities Festival. Apresentações, performances e painéis de discussão são analisados e processados em uma base de dados visual e dinâmica. O sistema usa regras morfológicas para animar grupos de palavras, baseados em proximidade linguística, semelhança e diferença. Utiliza animação gerada por computador para demonstrar padrões complexos para além multiplicidade de interações, fenômeno chamado "emergência".

LM