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9 de nov. de 2009

A um passo da busca por imagens







Não é nenhum Google, mas os resultados aparentemente são interessantes. Trata-se do Tin Eye, ferramenta que permite pesquisar imagens por URL ou por fotos relacionadas. 

Uma rápida pesquisa  no www.photobahia.com.br traz as últimas postagens feitas no banco de imagens. Se quiser conteúdo mais detalhado ou antigo, é preciso ir à base de dados do Photobahia. 

Of course, como a ordem do dia é compartilhar, o Tin Eye tem uma lista de share para fazer circular a busca pela rede. 


(via martha gabriel, no twitter)

8 de set. de 2009

Tag takes command

Post atualizado na quarta, 9, às 9h34

Sabia que João Figueiredo adorava cavalos e manteve um haras na Granja do Torto até deixar o cargo, pela porta de trás do Palácio do Alvorada? É dele a célebre frase “Prefiro cheiro de cavalo ao cheiro do povo”. Ouviu algo sobre Ulysses Guimarães, uma das figuras mais importantes das Diretas Já, ter enfrentado a repressão militar nas duas de Salvador? Com o braço levantado, rompeu a barreira e bradou: "Respeitem o líder da oposição."

Essas e outras milhares de imagens compõem o www.photobahia.com.br, banco de imagens do fotógrafo Luciano Andrade, pautado pela busca e baseado exclusivamente em tags. Por meio de palavras-chave, a navegação intuitiva leva o usuário ao acervo documentado ao longo de 30 anos de carreira.

Nesse período, Andrade clicou personagens históricos, como Mãe Meninha do Gantois, Carybé e Camafeu de Oxossi. Acompanhou, passo a passo, a abertura política no Brasil, fotografou Tancredo Neves em Portugal, Roma e Washington e registrou em suas lentes o velório do general Golbery do Couto e Silva. Conhecido por "feiticeiro", o bruxo entrou para a história por um lado obscuro (fundou o SNI, o serviço de espionagem da ditadura e, no governo de Ernesto Geisel, trabalhou pela abertura democrática, entre tantos outros que estão no @photobahia.

O mais interessante da proposta, desenhada por esta jornalista, é a tentativa de exercitar alternativas à reprodução de metáforas analógicas, e a exibição dos temas por ordem de postagem de material é uma delas. Também não há redundâncias ou imperativos. A entrada do @photobahia é uma espécie de vitrine sobre o que há de novo. Um sinal de + convida a ver as últimas atualizações.

A lógica de a agência de fotos ser ancorada em tags se explica pela variedade de composições permitidas na rede e fora dela. É isso que está em jogo: testar as conexões possíveis em uma cultura que já não é mais de página, mas de base de dados dinâmica.

Trata-se de fazer rede e não estar em rede.

A pensar,

@lmoherdaui