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21 de ago. de 2009

Lições de um vencedor

Não é novidade que a campanha digital de Barack Obama foi um estrondoso sucesso, e o Cannes Lion 2009 comprovou isso. Obama for America levou a melhor na categoria Titanium and Integrated.

Também não é novidade que a obamania tomou conta de todo mundo que pretende se candidatar nas próximas eleições. Mas, guardadas as diferenças culturais, é possível adaptar ao Brasil as experiências do atual presidente dos EUA.

(Scott Goodstein, dir.)


Ela tem vários nomes, um deles é Scott Goodstein, estrategista de mídias sociais e SMS da campanha. Em São Paulo, a convite da agência Dentsu Latin America, @Goodstein ensinou, em menos de 60 minutos, o que fazer quando o assunto é política na web.

A campanha de Obama foi a primeira a usar SMS para informar e conquistar o eleitor, a criar ringtones e papéis de parede e registrou o maior número de seguidores no twitter: 300 mil.

Por isso, alerta, Goodstein, é preciso avaliar estrategicamente as redes sociais e se perguntar, com frequência,: "Qual é o retorno do investimento em propaganda no twitter?" "Quantas pessoas clicam em anúncios em redes sociais?"

O guru do SMS de Obama arrisca uma fórmula para os 120 caracteres: 60 para informação e os outros 60 para anúncio. O slogan que está na ordem do dia para Goodstein é "Please, forward."

O uso de mídias digitais é planejado estrategicamente com o propósito de eliminar o filtro da imprensa: "Não precisamos da imprensa. Transmitimos ao vivo via streaming direto de nosso site. Nossa mensagem não será mais confundida com a da imprensa, nem filtrada pela imprensa."

Ouçamos o que diz Scott Goodstein:

- dividir a campanha digital em interna (site) e externa (redes sociais e SMS)
- alcançar pessoas que passam 18 horas (ou +) conectadas (o celular deixou de ser um aparelho para realizar chamadas)
- não se trata de SMS, mas de conexão
- dar razões para as pessoas se inscreverem (para receber SMS, por exemplo)
- elaborar estratégias inteligentes de SMS
- é possível alcançar uma diversidade de pessoas pela internet
- prestar atenção ao Facebook
- não duplicar o conteúdo do site da campanha no celular
- criar ações específicas para cada ferramenta disponível em rede
- distribuir mensagens multimídia
- investir em tecnologia de pesquisa
- geo-targing (mapear eleitores por localização geográfica, étnica, etc.)
- pensar em usos inteligentes de cartão de crédito (para doações, por exemplo)
- incluir no planejamento propaganda móvel
- avaliar a escala da equipe para trabalhar com diversas ferramentas
- considerar o potencial das redes sociais
- saber que a fórmula da campanha está pautada em: pessoas, dinheiro e tempo
A pensar,
LM

28 de jul. de 2009

Não dá mais para ignorar a internet

Tem razão Ben Self quando diz que “é difícil ganhar uma eleição twittando”. Self é um dos responsáveis pela estratégia da campanha de internet do presidente dos EUA, Barack Obama.

Em entrevista a O Estado de S.Paulo na segunda-feira, 27, o americano alertou políticos que pretendem embarcar na Obamania e elaborar projetos idênticos aos da campanha milionária vencedora do Cannes Lions 2009 a antes perceber o potencial de articulação na rede.

“Uma das sacadas da Blue State Digital foi pulverizar as doações por várias páginas de relacionamento na internet, que tinham em comum o apoio à campanha de Obama. As pessoas entravam na rede, doavam, articulavam eventos pró-campanha e ainda participavam de grupos de discussão sobre arrecadação. Milhões de dólares foram doados em questão de dias.”

Com essa ação, a empresa entendeu que as pessoas “adoram fazer esse tipo de conexão, mesmo que elas não se conheçam. E elas voltam para doar 3, 4, 5 dólares”.

Para isso, é preciso de um time de peso, e não é sem razão que Obama foi atrás de gente como Chris Hughes, fundador do Facebook, criou o cargo de Diretor de Novas Digitais, cujo comando está nas mãos de Macon Phillips, e mudou a visão de participação política na web e lançou uma nova forma de financiar campanhas.

Isso significa incluir na pauta do dia a internet como peça-chave dos projetos de comunicação política – não só em época de eleição, mas no dia-a-dia.

Obviamente que o investimento no espaço digital não foi definitivo para a vitória de Obama, mas, sem dúvida alguma, teve importância significativa. Sobretudo, porque a turma da Blue State inovou, ou melhor, concluiu que só faz sentido trabalhar na rede se puder conectar pessoas em torno de algo, mesmo que elas não se conheçam.

Dinamismo

A campanha presidencial de Obama ensinou que existe uma grande vantagem em ter um relacionamento dinâmico e uma estratégia online, mesmo em países onde a internet é menos acessível, como o Brasil. “É claro que a penetração em algum nível é necessária. É um investimento de tempo.”

É necessário compreender que trata-se de uma ferramenta indispensável para falar com eleitores e também motivá-los. Não basta usar a rede da moda, desordenadamente, correndo atrás de um rebanho que não se sabe aonde vai dar.

Para o dono da Blue State, há todo um conjunto de ações, como “criar um website dinâmico, que mobilize os eleitores e permita que eles façam parte da campanha. E tem de ter um mailling poderoso, que contenha milhares, milhões de pessoas nele. É provavelmente a peça mais importante de qualquer campanha online. É mais importante, de certa forma, que um bom website.”

Twitter

Sobre as redes sociais, Self avisa que é preciso elaborar uma estratégia. Há um papel em cada uma delas, mas não são mais importantes que o site, o e-mail.

É uma ferramenta, mas é muito difícil ganhar a eleição twittando. É preciso motivar as pessoas, isso ajuda a ganhar eleição. Isso significa falar com os eleitores, amigos, doar dinheiro. Se você tem um website que fala de você e no qual os seus apoiadores opinam, mas que não motiva seus eleitores para nenhuma ação, você não vai a lugar nenhum.”

Portanto, de nada adianta estrategistas brasileiros copiarem literalmente o projeto da Blue State sem que haja um estudo aprofundado do que pode ou não ser feito por aqui. Não se pode esquecer que ainda que o Brasil seja campeão no uso de internet (em horas), as questões de alteridade são fundamentais para obter um resultado positivo.

Ou seja, cada vez mais, o trabalho imaterial e o capital humano farão a diferença nas campanhas de 2010. Isso significa que não há mais tempo a perder com o marketing off-line praticado pelos "curandeiros de internet", pois na rede ele se dissolve rapidamente.

A pensar,

LM

28 de jun. de 2009

The Art of the Possible

A palestra de David Plouffe, "The Art of the Possible", realizada no último dia 25, no Lion Cannes 2009. mostrou como engajar pessoas, sobretudo jovens, na política americana. O chefe da campanha presidencial de Barack Obama encantou a platéia do Palais ao afirmar que o uso da internet teve papel essencial na corrida à Casa Branca.

A platéia que lotou a sala, se entusiasmou com a oratória de Plouffe. “Nós começamos praticamente com nada. O tom era nossa campanha e não a campanha de Obama. As pessoas tinham que se sentir parte dela.”

O homem da internet de Obama apresentou resultados em números para provar que não dá mais para ignorar a cultura digital:
  • 150 mil eventos
  • 13 milhões de e-mails coletados
  • 1 bilhão de e-mails enviados
  • US$ 750 milhões doados.

+ dados

Vale a pena assistir ao vídeo de abertura da palestra de Plouffe e anotar o que ele tem para nos ensinar:


LM

Campanha de Obama leva 2 prêmios em Cannes

Comandada pela agência Blue State Digital, a campanha presidencial dos EUA venceu dois prêmios no Cannes Lions 2009, nas categorias Titanium e Integrated. O mérito se deve ao uso da internet e de redes sociais para mobilizar jovens americanos em torno do ex-senador.

LM

4 de jun. de 2009

A nuvem de tags de Obama no Cairo

Sérgio Davila publica nuvem de tags do discurso de Barack Obama realizado nesta quinta-feira, 4, no Cairo. Povo foi a palavra mais usada pelo presidente dos EUA aos muçulmanos.

LM

23 de mai. de 2009

Obama monta base de dados colaborativa

O governo do presidente Barack Obama anunciou no último dia 21 o Open Government Website, projeto que permite a participação da população na política americana. Com o propósito de marcar uma gestão pautada pela transparência e responsabilidade, Obama acredita que aproximar o cidadão do governo fortalecerá as ações do governo.

Um dos exemplos do Open Government é o data.gov, base de dados, anunciada também na quinta-feira passada, que será atualizada com a ajuda dos americanos. Ainda sem muito conteúdo, a pesquisa pode ser feita por dados brutos ou filtrados, separados por órgãos.

O resultado é uma vasta quantidade de informações divididas por fonte, com data da última atualização, e o conteúdo é validado pelo usuário, que pode votar e enviar comentários (ou correções).

LM

29 de abr. de 2009

Estranhas interfaces

Não vou traduzir a análise de Xaquín González Veiras, editor gráfico do NY Times,  no xocas.com, do especial do jornal espanhol El Mundo sobre os 100 dias de Barack Obama à frente da presidência dos EUA, pela simples razão de que a tradução iria atrapalhar a interessante visão das interfaces estranhas.

A pensar,

LM

15 de mar. de 2009

Google no governo

reprodução Revista Veja (edição 2104 - 18 de março de 2009)

meu comentário: agora, sim, dá para falar em usar a inteligência da campanha de Barack Obama no Brasil. O ponto nervoso foi a estruturação do conteúdo em base de dados, e quando se fala em usar a tecnologia do Google, sem dúvida alguma, trata-se de uma jogada de mestre.

Google neles!

Antes, porém, é preciso rever as leis de uso de redes sociais na rede, de doações on-line, etc, etc, etc. Senão, fica parecendo nota com cara de truque.com.

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Para quem não se lembra, aí vai um pouco do que se pode fazer em termos de open source e social network. Take a look:










A esperar,

LM

8 de mar. de 2009

New Media Index: Obama e Tropicana no topo

De novo, Obama está no centro do New Media Index: na web e no papel. Aparece muito mais na rede, of course.

Em terceiro lugar, a polêmica envolvendo a nova embalagem do suco de laranja Tropicana. A empresa teve de voltar atrás e suspendê-la depois de os consumidores protestarem contra o que chamaram de "ugly”, “stupid,” e (parecer) “a generic bargain brand” ou “store brand.”

Já no papel, a repercussão sobre a embalagem não ganhou tanto espaço assim.

LM

3 de fev. de 2009

Smashing Magazine analisa whitehouse.gov

Pouco tempo após a cerimônia de posse de Barack Obama, entrava no ar um repaginado whitehouse.gov . Com novo logotipo, destaque para as cores azul e vermelha e ícones que lembram o design da campanha, como as bandeirinhas postadas ao lado esquerdo das chamadas, o site da Casa Branca estreou com a proposta de ampliar a participação do eleitor em projetos políticos e oferecer mais transparência às ações do governo.



Ainda que haja muito a fazer, como substituir os jurássicos computadores da Casa Branca por máquinas potentes, com sistemas de ponta, e elaborar um ambicioso plano de segurança para impedir (ou minimizar) invasões e instalação de programas espiões, trata-se de um passo em direção à inclusão digital dentro e fora do governo dos EUA.

Por conta da importância dessa mudança, a Smashing Magazine analisou a composição do site desde a marca até a disposição dos elementos. Vale a pena dar uma espiada e comparará-lo ao projeto anterior. Também é boa idéia contrapor ao ponto de vista brasileiro - design, infraestrutura e projeto.

A pensar,

LM