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14 de set. de 2009

Google investe na metáfora do jornal

Ainda não está claro se trata-se de um passo atrás. Mas o fato é que ao anunciar o Google Flip, a empresa de Larry Page e Sergey Brin reproduz a metáfora analógica do jornal de papel, com links.

Estruturado em canais como Entretenimento, Política, Saúde e Esportes, entre outros, a proposta do Flip é exibir fac-símiles das páginas de sites noticiosos parceiros, como BBC, Washington Post, The New York Times, Slate e Business Week, entre outros, de acordo com votação, recomendação e número de acessos.

O novo formato foi pensado para diminuir o estresse entre donos de jornais digitais, ligados a grandes conglomerados de mídia, e a empresa de busca.

Incomodados com a maneira agressiva de o Google organizar notícias sem pedir autorização e ainda lucrando com tráfego gerado em suas páginas, a empresa irá dividir a receita de anúncios com os publishers.

A notícia chega em boa hora, pois, lá fora, os jornais de papel ainda amargam queda de 27% na venda de anúncios no primeiro semestre de 2009, e o Google registra alta de 4%.

O desenho do Flip ainda não está fechado. Por enquanto, os robôs só puxam a primeira página da notícia, sem anúncio. Se o leitor quiser mais conteúdo e anúncio terá de acessar o site do jornal.

LM

8 de set. de 2009

Tag takes command

Post atualizado na quarta, 9, às 9h34

Sabia que João Figueiredo adorava cavalos e manteve um haras na Granja do Torto até deixar o cargo, pela porta de trás do Palácio do Alvorada? É dele a célebre frase “Prefiro cheiro de cavalo ao cheiro do povo”. Ouviu algo sobre Ulysses Guimarães, uma das figuras mais importantes das Diretas Já, ter enfrentado a repressão militar nas duas de Salvador? Com o braço levantado, rompeu a barreira e bradou: "Respeitem o líder da oposição."

Essas e outras milhares de imagens compõem o www.photobahia.com.br, banco de imagens do fotógrafo Luciano Andrade, pautado pela busca e baseado exclusivamente em tags. Por meio de palavras-chave, a navegação intuitiva leva o usuário ao acervo documentado ao longo de 30 anos de carreira.

Nesse período, Andrade clicou personagens históricos, como Mãe Meninha do Gantois, Carybé e Camafeu de Oxossi. Acompanhou, passo a passo, a abertura política no Brasil, fotografou Tancredo Neves em Portugal, Roma e Washington e registrou em suas lentes o velório do general Golbery do Couto e Silva. Conhecido por "feiticeiro", o bruxo entrou para a história por um lado obscuro (fundou o SNI, o serviço de espionagem da ditadura e, no governo de Ernesto Geisel, trabalhou pela abertura democrática, entre tantos outros que estão no @photobahia.

O mais interessante da proposta, desenhada por esta jornalista, é a tentativa de exercitar alternativas à reprodução de metáforas analógicas, e a exibição dos temas por ordem de postagem de material é uma delas. Também não há redundâncias ou imperativos. A entrada do @photobahia é uma espécie de vitrine sobre o que há de novo. Um sinal de + convida a ver as últimas atualizações.

A lógica de a agência de fotos ser ancorada em tags se explica pela variedade de composições permitidas na rede e fora dela. É isso que está em jogo: testar as conexões possíveis em uma cultura que já não é mais de página, mas de base de dados dinâmica.

Trata-se de fazer rede e não estar em rede.

A pensar,

@lmoherdaui

20 de jul. de 2009

Quem disse que a web é estável?


Quem contava com a estabilidade na web, enganou-se profundamente: a web é dinâmica e, cada vez mais, o que é novidade hoje, não será amanhã. É da lógica da rede operar em transitoriedade. É disso que fala Tim Wright, da Smashing Magazine, no artigo HTML5 and The Future of the Web:

"Things like jQuery plugins, formatting techniques, and design trends change very quickly throughout the Web community. And for the most part we’ve all accepted that some of the things we learn today can be obsolete tomorrow, but that’s the nature of our industry. When looking for some stability, we can usually turn to the code itself as it tends to stay unchanged for a long time (relatively speaking). So when something comes along and changes our code, it’s a big deal; and there are going to be some growing pains we’ll have to work through. Luckily, rumor has it, that we have one less change to worry about." +

Trata-se de leitura indispensável a quem se interessa por semântica, tags e design (tudo ao mesmo tempo).

A pensar,

LM

19 de jul. de 2009

Para colunistas e colunáveis



Se você gosta de indicar lugares bacanas a amigos ou se escreve (ou comanda) colunas sociais vai curtir a novidade que o Google anunciou: o maps saiu da rede e foi parar no mundo off-line. Há um monte de marcadores em São Francisco, onde já foi destacaca a preferência do prefeito: 0 restaurante La Boulange de Polk.

O Favorite Places traz dicas de centenas de milhares de lugares em todo o mundo: Londres, Tóquio, Madri, Paris, Praga e Moscou, entre outros. Depois dessa, os guias de papel transpostos para a web, com aquele modelito fundo branco, diagramação em colunas e hierarquia ficou para trás.

A composição baseada em tags é mashup. Alguém ainda dúvida?

A pensar,

LM