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7 de jul. de 2009

CNN ao vivo no Facebook. Vale a pena?


Primeiro, veio a cobertura da posse do presidente dos EUA, Barack Obama, em janeiro passado. Agora foi a vez de a rede americana CNN transmitir o funeral de Michael Jackson, morto no em dia 25 de junho. A pergunta é: para quê?

Qual é o sentido de transmitir via Facebook the same thing que está no monitor da televisão?

1) Os telespectadores potenciais migraram para a rede?
2) Os telespectadores do mundo off-line não são mais potenciais?
3) Os mais de 300 mil usuários que confirmaram assistir à cobertura são os que realmente interessam?

meu comentário: é possível pensar um formato de transmissão de tevê na web diferente daquela feita na tevê analógica?

A pensar,

LM

26 de jun. de 2009

"Pelo amor de Deus, conta uma novidade" 2

De novo: "todo mundo já sabia"! Repito o título da coluna do Carlos Eduardo Lins da Silva na Folha de S.Paulo de 7 de junho passado para reiterar o incômodo das manchetes dos jornais de papel sobre a morte de Michael Jackson, anunciada à exaustão desde o fim da tarde de quinta, 25, na rede.

Twitteiros, apostamos que os títulos seriam algo como "Michael Jackson morre aos 50", e não deu outra.

Vale a pena dar uma olhadela no mapa interativo no Newseum, com as capas dos principais jornais do mundo, e compará-las às homes dos digitais. Dá um bom estudo sobre o papel do jornal em uma cultura cada vez mais pautada pela informação distribuída em redes sociais, a exemplo do Twitter, que chegou a ficar "over capacity", mas aponta para um novo processo de produção: a transmissão participativa.

A notícia saiu em primeira mão no site de celebridades TMZ. Foi replicada no Brasil (com devidos créditos, of course) por UOL, iG e Terra. Estadão e G1 recuaram. No exterior, CNN, NY Times, Washington Post e Guardian também optaram por não citar o TMZ. Somente após a informação ser confirmada pelo Los Angeles Times é que os jornalões foram atrás e cravaram em suas homepages a morte de Jackson.

Isso mostra duas implicações, pelo menos:

1) ainda há muita reticência sobre informação divulgada na internet, a credibilidade é um ponto nervoso.

2) o que sobra para os jornais de papel se o factual está no ar antes de as rotativas começarem a imprimir?

A pensar

LM