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22 de nov. de 2009

Convergência virou démodé?


Em seu blog, Mario García conta sua experiência em Dubai, no jornal Gulf News, sobre convergência. Apesar de a redação do jornal ser estruturada de modo que os editores discutam por quais plataformas a notícia será contada, ainda é difícil emplacar a idéia de convergência/integração de mídia na redação. 


Um dos papas do design de jornal no mundo, Mario García sugere: "please discuss the story as such, let it fly over the hub table for a while, then ask the question: which is the best platform to tell the story.  If more than one platform make sense, then discuss how the story will be presented".


Entretanto, vale a pena ponderar as questões de convergência em vigor: na realidade, não vão além de power point com mídias distribuídas. O que leva à seguinte (contra) pergunta: em tempos de redes sociais, de fazer rede, de informação circular, de plataformas transmídia, é legítimo ainda discutir convergência nas redações mundo afora?


Porque a web tem uma dinâmica própria e certamente não é pautada pela remediação (BOLTER; GRUSIN:2000), mas por uma nova linguagem visual híbrida (MANOVICH: 2008) graças, sobretudo, à migração da cultura de página para a cultura de dados (BERNERS LEE: 2009). 


E você? Ainda aposta em convergência de midias?

6 de jun. de 2009

Para pensar a composição baseada em tags

As idéias de Ted Nelson, pai dos termos hipertexto e hipermídia (anos 1960), sobre linkagem de dados começaram a ser desenhadas na passagem do HTML para o XML (anos 2000).

Crítico fervoroso da web, um dos protocolos de comunicação da internet e talvez o mais popular, o fato é que Nelson trouxe ( à época em que anunciou seu Xanadu) propostas extremamente possíveis ainda que vistas como visionárias como, por exemplo, ao afirmar em entrevista ao Roda Viva (TV Cultura), em 2007, que a frase ( na web) não está no papel, está suspensa no ar.

"Os parágrafos ficam suspensos no ar, e as conexões podem ficar suspensas no ar, sem necessariamente terem um formato retangular". O XML possibilita essa sensação de o conteúdo estar no ar, sobretudo porque corrobora a idéia de que há uma migração da cultura da página para a cultura de dados, e essa noção reconfigura a lógica da exibição, da interface.

Para Nelson, a web é estática e resume-se a uma imitação do papel sob uma tela de vidro. Ainda que o XML tenha surgido para mudar esse conceito, os apontamentos dele permanecem como um alerta cuja luz se acende a todo momento.

Por mais que tenha avançado em alguns pontos - conexão e infraestrutura - não se pode negar que a web é um espaço de links unidirecionais, cuja convergência se resume a uma série de páginas em branco, diagramadas, que simulam um power point com midias distribuídas.

O fato é que a perspectiva da cultura de dados leva à idéia de que a tag é a chave para a construção da narrativa no ciberespaço. Pensar a produção a partir da recepção por meio de tags, nomadismo e agenciamento (estratégias temporárias de linkagens que não dependem de demandas).

Por isso, é imprescindível ouvir o que Ted Nelson tem a dizer sobre o que está na ordem do dia dos projetos em redes móveis e fixas. Tendo como pressuposto uma página em branco, o grande desafio é sair da lógica da diagramação estática para uma exibição na qual interface e arquitetura da informação conflitam até chegar a um denominador comum: o browseamento como experiência.

A pensar,

LM

2 de mai. de 2009

Design dos anos 1970 aos 2000

Se é verdade que a web está na era do remix profundo, como afirma Lev Manovich, em que uma nova linguagem visual híbrida é formada a partir da mistura de elementos e de softwares , o que transforma completamente a noção de distribuição de conteúdo porque uma história se desdobra em diferentes plataformas, ou o que Henry Jenkins chama de transmídia, é correto pensar o design informacional ainda do ponto de vista da convergência, conforme defende Mario García?

(atualizado em 8/12/2010)

A pensar,

LM

15 de mar. de 2009

Já está nas livrarias Periodismo Integrado




Já está nas livrarias Periodismo Integrado - Convergencia de medios y reorganización de redacciones, de Ramón Salaverría e Samuel Negredo, uma análise das redações de The Tampa Tribune, The Guardian, The Daily Telegraph, Schibsted, Financial Times, O Estado de S.Paulo, The New York Times e Clarín. O slide show acima traz um resumo dos principais assuntos abordados no trabalho dos pesquisadores espanhóis.

LM

14 de mar. de 2009

A (não) convergência


Sony Releases New Stupid Piece Of Shit That Doesn't Fucking Work


Vale a pena ler o que pensa Mark Deuze sobre a convergência de mídias a partir de um mesmo dispositivo.

A pensar,

LM

20 de jan. de 2009

De mobilidades

Video chat rooms at Ustream

Vídeo discute o cenário das redes em um ambiente de mobilidade e convergência digital está impactando o cotidiano das mídias, atividades econômicas e serviços. Participam: Juliana Vilas (Urblog - Época São Paulo), Rafael Sbarai (Consultor de novas mídias da Veja), Henrique Martin (Zumo) e Eduardo Brandini (Band) Moderadora: Bia Kunze (Garota Sem Fio)

A dica é do Fernando Firmino, no Twitter.

LM

20 de out. de 2008

Tendências do jornalismo

Está no ar a nova edição da revista Trípodos, da Faculdade de Ciências da Comunicação Blanquerna Ramon Llull. Destaque para os artigos de Ramón Salaverría e José A. García Avilés,
La convergencia tecnológica en los medios de comunicación: retos para el periodismo, e Pere Masip e Josep Lluís Micó, Recursos multimedia en los cibermedios españoles. Análisis del uso del vídeo en El País.com, El Mundo.es, La Vanguardia.es y Libertad Digital.

LM

24 de ago. de 2008

De remediações e hipermídia 2

Reportagem multiforme do G1: o jornalismo digital é multimidiático ou hipermediático? Remediado já está mais do que certo que é: edição de matéria pinçada da tevê, texto e linha fina...

A pensar,

LM

29 de jul. de 2008

O futuro é Ubiq´Window?



Futuristic use of Ubiq'window in the US from Nicolas Loeillot on Vimeo.



Holographic Google Earth from Nicolas Loeillot on Vimeo.

A novidade se chama Ubiq´ Window , uma superfície semitransparente sensível ao toque, sobre a qual é possível projetar qualquer coisa, de vídeos, imagens, aplicações. O dispositivo também permite interagir com ele, usando apenas as mãos.

A pensar,

LM

22 de jun. de 2008

Divergências que convergem


A BBC anuncia convergência de sua redação....
Que formatos os jornais terão? Jornalistas, mudamos a forma de produção, de distribuição, aprendemos a editar na web, a angular fotos fechadas para as capas (não se trata de cortar fotos para caber em espaços pequenos, mas de pensar fotos especialmente para a web), empacotar contéúdo multimídia (vídeo, áudio, slide show).... Mas continuamos a oferecer fundo branco, diagramado em colunas em uma tela de superfície...
A pensar,
LM