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21 de dez. de 2010

Invocação exagerada a Orwell



atualizado às 13h32


É, no mínimo, curiosa essa ideia de que o WikiLeaks causou um efeito contrário no conceito orwelliano de Big Brother. Ainda não vi respostas a essas duas perguntas:


1) quem são os "cidadãos" que vazam a informação?
2) quem são os "cidadãos" com a acesso a informações "sigilosas"?

Sem essas respostas, isso me leva a concluir que cidadãos [pessoas comuns como eu e você] apenas recebem a informação. E só podem mudar algo a partir de seus crivos de mundo. 


Portanto, me parece um tanto exagerada a afirmação de Umberto Eco no Liberátion e replicada no El País sob o título El Grande Hermano al revés, que reproduzo abaixo


"Hasta ayer el poder controlaba y sabía lo que hacían los ciudadanos. Con Wikileaks se ha subvertido esa relación, somos todos los que controlamos el poder mundial, es la transparencia total. Pero el poder también necesita confidencialidad".




No  Liberátion, Eco faz apenas uma ressalva sobre o poder do cidadão. Por precaução, talvez, escreve o autor: 


"A relação de controle deixa de ser unidirecional e torna-se circular. O poder controla cada cidadão, mas cada cidadão, ou pelo menos um pirata informático – qual vingador do cidadão –, pode aceder a todos os segredos do poder." 


Para ilustrar melhor, cortei trecho do documentário WikiRebels no qual Julian Assange explica por que o poder não está nas mãos do cidadão: porque não tem tempo ou interesse. 


20 de dez. de 2010

Journalism and secrecy





Não concordo com o que Bill Keller, editor executivo do The New York Times, disse, no último dia 16, no evento organizado pelo Nieman Journalism Lab, Secrecy and journalism in the new media age, sobre o WikiLeaks: 


"(...) WikiLeaks and Julian Assange as any other source".


Ainda mantenho minha opinião: WikiLeaks não é fonte, assim como jornalista não é fonte [ou não deveria ser]. O site de Julian Assange opera como mediador, como intermediador entre a fonte e a imprensa. 


A fonte se deslocou. E isso é irreversível.


E, em grande parte, tem oferecido [também] contexto.

WikiLeaks mirrors



no Twitter, via @ Glenn Greenwald  by dangillmor
What real journalists do: RT @ "Reporters Without Borders to host WikiLeaks mirror site  "


WikiLeaks e o jornalismo

Para o bookmark, da Folha de S.Paulo




19 de dez. de 2010

A fonte se deslocou


reprodução WikiRebels

Não dá para entender a grita por Julian Assange não ter sido escolhido 2010 Person of the year pela Time. Quem disse que ele queria o título? 

Ao contrário do que se imagina, WikiLeaks não se tornou o site mais comentado agora. Ganhou dimensão por causa da acusação de estupro contra seu fundador.


Os vazamentos viraram notícia há, pelo menos, três anos, quando foi ao ar um vídeo que mostrava soldados americanos em Bagdá matando civis, entre os quais, dois jornalistas da Reuters.


Se os críticos da Time tivessem a oportunidade de assistir ao WikiRebels, talvez entendessem por que não importa tal rótulo. Ter sido escolhido por leitores da revista já dá a dimensão exata da importância de Assange.  


Jornalistas, deveríamos responder por que a fonte se deslocou para o WikiLeaks.  O que interessa a Assange é o barulho que a imprensa faz com seus telegramas. Ele media o "off the record".





14 de dez. de 2010

Browse the database

Esperava algo próximo a media visualization depois de o The Guardian tanto alardear sobre sua database aesthetics. Em vez disso, um clique que leva a um telegrama.

9 de dez. de 2010

Conversas na PUC 2

Essa é do blog do Tiago Dória. Genial também. 



Conversas na PUC

Tag na ordem do dia, #WikiLeaks entrou na discussão sobre jornalismo na quarta, 8, em minha banca de qualificação do doutorado, na PUC da Maestro Cardim. Lá pelas tantas, Cícero Silva comentou a divertidíssima charge publicada na Folha de S.Paulo sobre a base de dados (puros) de Julian Assange. 


Vale a pena reproduzir aqui. É sensacional.








8 de dez. de 2010

#wikileaks

via Twitter:

 Xavier Damman 
 by remixtures
Wikileaks is to governments what Napster was to music labels. Napster died but it changed the industry forever. Think about it.



4 de dez. de 2010

WikiLeaks em dados



Interactive Visualization

. WikiLeaks - Graphics of the cablegate dataset (scroll to bottom, created with Tableau Public)
. The New York Times - Letters between Wikileaks and the U.S. Government (not really visualizations)(yet?)


Infographics


Data


meu comentário: não importa o formato, mas o input inteligente dos dados. 





1 de dez. de 2010

Mapa do El País do #cablegate

Mapa do El País do #cablegate [publicado pelo Wikileaks]: No caminho da media visualization de Lev Manovich.








22 de out. de 2010

Wikileaks Iraq: data journalism maps every death

Muito bom. Wikileaks divulgou documentos com o total de mortes no Iraque desde o início da guerra, em março de 2003. O jornal inglês The Guardian transformou as informações em um grande mapa, construído com o Google Fusion Tables.

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5 de ago. de 2010

El nuevo ecosistema de la información




(via Marcos Palacios, no Twitter)