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2 de jun. de 2009

Voo 447 na web = texto + tv+ google earth

Atualizado às 13h34

Nessa segunda-feira, 1, os sites de notícias do Brasil destacaram o desaparecimento do avião da Air France, com informações atualizadas ao longo do dia. Também na Europa, o voo 447 ocupava as manchetes. Nos Estados Unidos, as capas das versões digitais dos jornalões americanos chamavam a atenção para a concordata da GM.

A rede CNN usou imagens do Google Earth para localizar a rota da aeronave na tevê e no site (na verdade, replicou as imagens para a web). O inglês Daily Telegraph também montou mapa com o serviço do Google. Como não havia informações que justificassem a criação de um infográfico, a saída foi trabalhar com texto e imagens em vídeo, a exemplo de Guardian, Washington Post e Google News.


Google News

CNN

Guardian

El Pais

Daily Telegraph

UOL Notícias

iG/ Último Segundo

estadao.com.br

A cobertura da rede desenhou as capas dos jornais de papel desta terça-feira, 2, pelo mundo. Estadão, Folha, Globo, Diário de S.Paulo, Guardian e El Pais deram amplo destaque ao voo 447. Já New York Times e Washington Post optaram por manchetar a crise da GM.




Capas: reprodução http://www.newseum.org/todaysfrontpages

É a rede dando o tom das edições analógicas no Jornalismo.

A pensar,

LM

5 de dez. de 2008

That could be curation

Mesma lógica do design informacional (nas visões de profissionais como Mario García, Chico Amaral e Tim Harrower), a idéia de Jeff Jarvis usar o termo curadoria para descrever o papel do jornalista na seleção de conteúdo em um mundo recheado de links se assemelha à do gatekeeper, cuja função também é a de selecionar.

Quando Jarvis diz que o papel do jornalista é classificar, escolher e exibir significa realizar (em tese) as mesmas funções dadas ao profissional de imprensa. Entretanto, o que o professor da Universidade de NY acrescenta é que esse curador-jornalista deveria ter amplo conhecimento sobre o tema que irá publicar na rede.

Ou seja, ser um expert em sua área de cobertura, o que, de fato, não caracteriza a maioria dos produtores de conteúdo on-line - dada a uma série de questões, sobretudo econômicas, culturais e políticas.

Mindy McAdams completa esse raciocínio com a seguinte pergunta: "Pense em qualquer uma das exposições que você visitou recentemente e considere o trabalho do curador ou do diretor". A resposta é: trata-se mais que um simples ato de filtrar - McAdams exemplifica com o gatekeeper - , e propõe aspectos de curadoria jornalísticas baseadas na curadoria de museus:

1. Selection of the best representatives. 2. Culling. 3. Provide context. 4. Arrangement of individual objects. 5. Organization of the whole. 6. Expertise. 7. Updating.

By Mindy McAdams and Jeff Jarvis

meu comentário: para ser um curador de conteúdo digital é preciso que haja sistemas de publicação pensados para esse tipo de plus, é preciso que haja designers de informação mais ousados, e jornalistas também - enquanto os projetos (nesse caso, a referência é ao planejamento dos processos produtivos) se limitarem à metáfora do impresso (paginador, com diagramação em colunas e hierarquia) esvazia-se a idéia de curador-jornalista.

Outro ponto de reflexão é: volta ao centro do debate a discussão sobre o jornalista ser um generalista. Ele tem que ser um especialista ou um generalista? Especialista em quê?

A pensar,

LM,