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20 de jul. de 2009

Quem disse que a web é estável?


Quem contava com a estabilidade na web, enganou-se profundamente: a web é dinâmica e, cada vez mais, o que é novidade hoje, não será amanhã. É da lógica da rede operar em transitoriedade. É disso que fala Tim Wright, da Smashing Magazine, no artigo HTML5 and The Future of the Web:

"Things like jQuery plugins, formatting techniques, and design trends change very quickly throughout the Web community. And for the most part we’ve all accepted that some of the things we learn today can be obsolete tomorrow, but that’s the nature of our industry. When looking for some stability, we can usually turn to the code itself as it tends to stay unchanged for a long time (relatively speaking). So when something comes along and changes our code, it’s a big deal; and there are going to be some growing pains we’ll have to work through. Luckily, rumor has it, that we have one less change to worry about." +

Trata-se de leitura indispensável a quem se interessa por semântica, tags e design (tudo ao mesmo tempo).

A pensar,

LM

16 de jul. de 2009

User-agent: * Disallow: /

Por que impedir que os algoritmos do Google indexem conteúdo de jornais na web? Não é novidade a discussão sobre cobrar ou não pela informação que circula pela rede.

Tenho para mim que esse tema está fora da pauta dos usuários há bastante tempo, ainda que NY Times volte a cobrar centavos por seus textos, ainda que suas pesquisas apontem para interesse em pagar pelo que o jornalão americano divulga, trata-se de um caminho sem volta. Por dois motivos, no mínimo:

1) uma vez feito o download de um conteúdo pago, o cidadão pode fazê-lo circular onde quiser (e-mail, rede social e sites de compartilhamento de artigos e livros, entre outros).

2) é preciso que os jornais tenham um mecanismo eficiente de controle sobre a circulação da informação que postam na rede, e não apenas da que distribuem.

Pensando nisso, o blog do Google na Europa explica a importância de a busca indexar informações - atualmente, mais de 25 mil empresas noticiosas têm seu conteúdo disponível no mecanismo de busca - e ensina aos webmasters como bloquear as funções de seu algoritmo.

A pensar,

LM

27 de mai. de 2009

Ilhas de informação

Disse Nova Spivack em 2008, na Next Web conference, realizada em Amsterdam:

"Os gráficos sociais conectam pessoas enquanto a web semântica conecta coisas. Isso significa que os gráficos sociais integram uma pequena parte da web semântica. Depois que passar o hype da web 2.0, entraremos na web 3.0, com o desenvolvimento de conexões entre pessoas e informações, não apenas para cunhar um número, mas porque haverá uma melhora fundamental na infraestrutura da web. Na versão 4.0, as interfaces serão mais inteligentes e proporcionarão navegação também mais inteligente por meio de uma rica base de dados. A busca semântica não entende apenas o significado dos dados, mas as conexões entre eles. "

Para o fundador do Twine, as tags terão um papel importante na internet, nos próximos anos. Spivack acredita que entre 10 e 15 anos as palavras-chaves serão substituídas por etiquetas. Para esta pesquisadora também. Mas o grande nó está na falta de critérios inteligentes que facilitem a localização de informação na rede. Outro problema são as diferenças culturais, sobretudo de linguagens, que impedem uma uniformização de metadados.

De todo modo, vale a pena conhecer o que Spivak tem para nos ensinar, sobretudo porque experimenta as possibilidades da tag semântica no Favik, um bookmark semelhante ao Delicious, que sugere as tags a partir da base de dados da Wikipedia, em vários idiomas, inclusive português.



A pensar,

LM