6 de mai. de 2008

Para além do conteúdo

Jim Cicconi, da AT&T, afirmou que a internet pode entrar em colapso em dois anos. Para propor conteúdos para jornais digitais considerando as características primordiais da web - multimidialidade e hipertextualidade - é preciso ficar de olho na capacidade de tráfego da rede.

Por Ethevaldo Siqueira

O mundo está diante de uma nova previsão catastrófica: a do colapso mundial da internet em 2010, feita pelo vice-presidente de assuntos regulatórios da AT&T, Jim Cicconi, ao falar há duas semanas no Westminster E-forum, em Londres.

"A causa principal desse congestionamento brutal - disse Cicconi - é a massa crescente de downloads de vídeos combinada com a transmissão ou uploads de novos conteúdos de imagem que circulam na internet em todo o mundo. Em 2011, apenas 20 residências norte-americanas poderão gerar mais tráfego do que toda a internet mundial hoje."

Embora essa comparação pareça exagerada, os especialistas dizem que não há como refutar os argumentos de Cicconi e demonstrar que o mundo não corre o risco de um congestionamento gigantesco. Para eles, o ritmo de crescimento do tráfego da internet é cada dia mais preocupante.

A cada minuto são armazenadas oito horas de vídeos no YouTube. Este é, no entanto, apenas um dos aceleradores do crescimento inimaginável do volume de informações que entra na rede. Outro fator de risco é o crescimento mundial das transmissões da TV digital, pois, com ela, milhões de clippings de vídeos de alta definição serão postados na web, exigindo de 7 a 10 vezes mais banda de freqüência do que os vídeos atuais.

No médio prazo, tudo tende a se agravar. Segundo prevê Jim Cicconi, a demanda por banda larga requerida pelos novos serviços em 2015 será 50 vezes maior do que em 2010. Além disso, países como o Brasil, a Rússia, a Índia e a China (os Bric) terão mais de 400 milhões de pessoas conectadas à internet nos próximos 2 anos.

Íntegra: Estadao.com

A pensar

LM

4 de mai. de 2008

Notas curtas, por Tom Wolfe

Autor de A Fogueira das Vaidades diz em Buenos Aires que "as pessoas se informam apenas pela internet, onde as notas devem ser mais curtas."

O escritor norte-americano Tom Wolfe assegurou em Buenos Aires que "o romance está morrendo rapidamente", e considerou que, para o desenvolvimento deste gênero, é necessário que os autores se dediquem à vida cotidiana. "Os jovens escritores dos Estados Unidos tentaram copiar (o escritor argentino) Jorge Luis Borges, mas não eram Borges", assinalou o autor, durante conferência "New Journalism : Uma Conversa com Tom Wolfe", realizada em Buenos Aires, no domingo, 4.

Para Wolfe, os poetas "devem sair de seus quartos e averiguar as diferentes coisas que há no mundo" porque assim "vão tropeçar com coisas que nunca pensavam que poderiam ver. A não ser que saiam e as vejam, nunca as conhecerão. Os detalhes se encontram quando um submerge na vida do outro", ressaltou.

Internet

O autor disse ainda que o jornalismo "não vai morrer, embora as pessoas só leiam informações pela internet, onde as notas devem ser mais curtas. Temos meios de comunicação elétricos há mais de 160 anos, desde o telégrafo até a internet. Mas todas as idéias importantes que mudaram os rumos surgiram da palavra impressa."

Ele ponderou, no entanto, que muitos editores pensam que tudo tem que estar condensado, e advertiu que "há muitas revistas que acham que o New Journalism - que incorpora elementos da literatura - ocupa muito espaço, além de ser muito caro".

Para Wolf, o New Journalism contempla quatro pontos compostos pelos relatos cena por cena, o uso preciso do diálogo, a anotação dos detalhes e o ponto de vista de alguns dos personagens em cada cena.

"É uma definição muito técnica. Permanece dentro dos limites do jornalismo, mas utiliza os elementos que tornaram muito popular a literatura. Não há uma técnica para a crônica, mas sim uma atitude. Não se aprende a ser cronista em uma escola de jornalismo. Se os senhores têm a informação que eu necessito, mereço que vocês me dêem tal notícia. Todos temos uma compulsão pela informação. E um cronista tem que estar disposto a abordar qualquer assunto."

Do Estadao.com

LM

Imersão da tevê na web III

Reconstituição morte Isabella Nardoni



A pensar

LM

Imersão da tevê na web II

Simulação do quarto de Isabella Nardoni

A pensar

LM

Imersão da tevê na web

Laudos detalham a morte de Isabella Nardoni



A pensar

LM

1 de mai. de 2008

Sim, trata-se de um podcast


Exemplo da Folha Online que mistura texto e ícone... Boa saída. Aqui, sei onde ouvir e fazer download do programa em áudio.

A pensar,

LM

Com legenda. Para fazer sentido


Bem, esse é um outro modo de usar ícones sem deixar o leitor com cara de: Ah, não diga? No UOL. Anote
Ok, eu não acertaria o significado do ícone de Downloads nem o de Blogs. No caminho.
A pensar,
LM

Sem legenda


Bom exemplo de uso de ícones (de domínio comum, quero crer) na página do UOL. Ok, um vídeo é um vídeo, e uma foto é uma foto. Mesmo.
A pensar
LM

O mundo não é um ícone


Tudo bem. Entrei na briga contra a redundância, mas isso não significa que daqui em diante me comunicarei com o mundo por meio de ícones. Calma lá. Também não façamos do design de capa um jogo de adivinhações no qual o leitor tem de tatear para descobrir de que gênero ou complemento da informação se trata certa imagem, like Estadao.com. What do you mean?

Relativizar é preciso, sempre. Vamos em frente!

By the way, o asterísco leva ao infográfico, e o sinal (parecido com o) justificar (do word) leva ao texto, of course.

A pensar

LM