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6 de dez. de 2008

That could be curation 2

Ainda sobre a discussão em torno do curador-jornalista:

Como tudo (ou quase tudo, para não abusar da hipérbole) que circula de novidade (ou do que se chama novidade) na web entra em teste (claro, a web ainda não saiu da fase da experimentação, mesmo que esteja presa à estruturação do papel), a idéia do curador-jornalista deve ser analisada sob outros pontos que se tornaram marca no JOL.

1) atualização em tempo (quase) real

2) cobertura ao vivo

3) formatos de narrativas (pacotes multimídias, por ex.)

4) participação

Isso completa a reflexão feita em abril passado neste blog sobre desconstruir processos produtivos no jornalismo digital. Se a palavra-chave obrigatória for planejamento, será preciso mais que um bom budget a uma equipe.

A pensar,

LM

4 de dez. de 2008

Interview with Maxwell McCombs

Já está no ar a edição n. 4 da revista Estudos em Comunicação da
Universidade da Beira Interior (Portugal)



No sumário, destaque para os artigos:

LM

16 de jun. de 2008

Geléia geral

Ainda com Marques Melo, também no podcast.

Gêneros Jornalísticos - Classificar é teorizar?
José Marques de Melo - Classificar significa reconhecer o conhecimento bruto. O que é teoria? Teoria é o refinamento da prática. Observa-se empiricamente como se dão os fenômenos sociais e a partir dessa observação, vai formulando modelos paradigmas. Estou entre o Bourdieu [Pierre Boudieu] e o Khun [Thomas Khun]. As classificações são uma espécie de cartografia, reconhecimento do terreno. Sinceramente, você não pode teorizar, teorização vem depois. Classificação é importante do ponto de vista do aprendizado, da transmissão da experiência.

GJ - Trata-se de um primeiro passo para teorizar?
Melo - Tem classificação do passado que já foi teorizada, mudanças que vão incorporando o novo.

GJ - Classificar é um critério para o mercado?
Melo - Sem dúvida. O que governa o mercado é a classificação. Não é explícita. Nos manuais de redação, não se encontra essa especificação de gêneros. Pegue o Manual da Folha de S.Paulo, quase não aparecem os gêneros ali. Mas se vai observar como a redação funciona, o gênero está implícito.

GJ - Não há consenso sobre as classificações.
Melo - Precisamos avançar nisso, para ter bom senso entre os pesquisadores. Enquanto não classifica e não conceitua direitinho, fica naquela geléia geral. Esse é um problema seríssimo.

GJ - Primeiro vem a taxonomia, depois a conceituação? Ou estão juntas?
Melo - Eu acho que estão juntos. É aquela história. Quem vem primeiro, o ovo ou a galinha. O que eu percebo hoje é uma resistência de classificar, conceituar. Quando coloca as estruturas as pessoas se sentem sufocadas.

LM