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6 de dez. de 2008

That could be curation 2

Ainda sobre a discussão em torno do curador-jornalista:

Como tudo (ou quase tudo, para não abusar da hipérbole) que circula de novidade (ou do que se chama novidade) na web entra em teste (claro, a web ainda não saiu da fase da experimentação, mesmo que esteja presa à estruturação do papel), a idéia do curador-jornalista deve ser analisada sob outros pontos que se tornaram marca no JOL.

1) atualização em tempo (quase) real

2) cobertura ao vivo

3) formatos de narrativas (pacotes multimídias, por ex.)

4) participação

Isso completa a reflexão feita em abril passado neste blog sobre desconstruir processos produtivos no jornalismo digital. Se a palavra-chave obrigatória for planejamento, será preciso mais que um bom budget a uma equipe.

A pensar,

LM

5 de dez. de 2008

That could be curation

Mesma lógica do design informacional (nas visões de profissionais como Mario García, Chico Amaral e Tim Harrower), a idéia de Jeff Jarvis usar o termo curadoria para descrever o papel do jornalista na seleção de conteúdo em um mundo recheado de links se assemelha à do gatekeeper, cuja função também é a de selecionar.

Quando Jarvis diz que o papel do jornalista é classificar, escolher e exibir significa realizar (em tese) as mesmas funções dadas ao profissional de imprensa. Entretanto, o que o professor da Universidade de NY acrescenta é que esse curador-jornalista deveria ter amplo conhecimento sobre o tema que irá publicar na rede.

Ou seja, ser um expert em sua área de cobertura, o que, de fato, não caracteriza a maioria dos produtores de conteúdo on-line - dada a uma série de questões, sobretudo econômicas, culturais e políticas.

Mindy McAdams completa esse raciocínio com a seguinte pergunta: "Pense em qualquer uma das exposições que você visitou recentemente e considere o trabalho do curador ou do diretor". A resposta é: trata-se mais que um simples ato de filtrar - McAdams exemplifica com o gatekeeper - , e propõe aspectos de curadoria jornalísticas baseadas na curadoria de museus:

1. Selection of the best representatives. 2. Culling. 3. Provide context. 4. Arrangement of individual objects. 5. Organization of the whole. 6. Expertise. 7. Updating.

By Mindy McAdams and Jeff Jarvis

meu comentário: para ser um curador de conteúdo digital é preciso que haja sistemas de publicação pensados para esse tipo de plus, é preciso que haja designers de informação mais ousados, e jornalistas também - enquanto os projetos (nesse caso, a referência é ao planejamento dos processos produtivos) se limitarem à metáfora do impresso (paginador, com diagramação em colunas e hierarquia) esvazia-se a idéia de curador-jornalista.

Outro ponto de reflexão é: volta ao centro do debate a discussão sobre o jornalista ser um generalista. Ele tem que ser um especialista ou um generalista? Especialista em quê?

A pensar,

LM,