5 de set. de 2009

Como o twitter afeta a circulação da informação?


É urgente compreender que a informação na rede é circular. De nada adianta mergulhar em dezenas de milhares de redes socias se o efeito vai ser overload.

É no meio dessa miscelânia que surgirão redes inteligentes organizadas, com plataformas integradas, para pôr fim às construções narrativas que levam a lugar nenhum.

É preciso fazer rede e não estar em rede.

A pensar,

LM

Para não esquecer

Caro leitor, anote em seu moleskine as pérolas do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) sobre o que ele considera ser tevê (via Agência Senado):

"Entendo que o Youtube é uma televisão e terá espaço para opinião, como a televisão também tem. O noticiário de televisão não pode é ter uma posição de parcialidade. Os jornais (impressos) também têm suas posições, têm seus editoriais, mas têm de manter um mínimo de liberdade para os outros candidatos também."

"Estamos agora avançando. Tenho meu site pessoal de senador. Quando for candidato, terei meu site de candidato. E vou poder usar as redes sociais e outras formas de comunicação da internet. No meu blog eu posso pedir voto, no meu site eu posso pedir voto, no meu e-mail eu posso pedir voto. Já o Youtube não é meu, é outro meio de comunicação. Se ele é uma televisão, ele tem de seguir as regras da televisão."

"O detalhe do detalhe do detalhe não são questões que estão na legislação. Entendo que o Youtube, sendo um meio móvel, se assemelha à televisão. Não poderão, por exemplo, colocar anúncio pago."

LM

O jornal de 2020, por Mario García

Já está no blog García Media a versão atualizada do Pure Design. O tema é o jornal em 2020. Uma das dicas, porém sem explicar de que modo, é que os publishers têm de linkar suas versões de papel à mídia digital, como CD e websites.

Anyway, isso já acontece em grande parte dos conglomerados de mídia. É a tal da convergência, que depois virou integração, mas que continua repetindo metáforas analógicas.

É preciso ir além de estar conectado à internet, é preciso criar estratégias de fazer rede, baseadas na noção de cooperação associada.

A pensar,

LM

Arte e technologia


Até as 12 horas da próxima quarta-feira, 9, a Vivo Lab aceita projetos de arte e tecnologia a serem desenvolvidas em seu espaço colaborativo. Quem for selecionado terá apoio técnico e ajuda de custos. Conheça o regulamento.

LM

4 de set. de 2009

YouCube experience


Montar vídeos produzidos no YouTube em um cubo 3D interativo, arrastá-los para lá e para cá, assistir ao trecho que lhe interessa, compartilhar com amigos e criar uma base de dados.

Esta jornalista experimentou o projeto de Aaron Meyers, ainda em fase de testes. Misturou vídeos de Giselle Beiguelman, pinçados na rede e o resultado foi um mash-up de vídeos e sons interessantíssimo.

LM

3 de set. de 2009

O preço da informação

Infográfico do lainformacion.com divide o valor do acesso a diversos sites jornalísticos como, por exemplo, El Pais, Financial Times, Washington Post e The New York Times.

Organizada em categorias, a tabela mostra valores relacionados a: últimas nótícias, biblioteca, conteúdo extra, arquivo, edição em pdf ou html, SMS, suplementos, artigos e assinaturas.

A dica circulou no twitter o dia todo. Sem dúvida alguma, esse mapeamento é eficaz à pesquisa sobre jornalismo digital.

Jornalistas, agradecemos ao lainformacion.com.

LM

2 de set. de 2009

Desde quando internet é igual a rádio e tevê?

Completamente despropositada a proposta votada na Comissão do Senado nesta quarta-feira, 2, sobre o uso da internet em campanhas eleitorais. O projeto de lei segue para o Plenário na próxima semana.

As regras limitam o jornalismo digital: portais, sites de notícias e blogs estarão proibidos de emitir opinião. As charges serão vetadas e ao menos dois terços dos candidatos terão de ser convidados a participar de qualquer debate.

Há, pelo menos, dois erros crassos na redação do artigo 45 que integra o projeto de reforma eleitoral:

1) internet não é igual a rádio e tevê
2) definição de comunidades

Isso leva à seguinte conclusão: quem elaborou o texto desconhece o que é a cultura de rede.

Uma das recomendações é que só vale propaganda eleitoral em comunidades. Só há um porém: faltou explicar o que é comunidade e quais comunidades estão liberadas. Orkut é comunidade? Facebook é comunidade? Twitter é comunidade? You Tube é comunidade? Qual é a diferença entre comunidade e rede social?

A noção de comunidade vem, aos poucos, sendo reconfigurada para a idéia de possibilitar formas de associação além de um perímetro determinado. Nessa perspectiva é que tem se estabelecido as relações na internet. Não só as relações, mas toda a lógica de participação.

Como operam Facebook, Twitter, You Tube, Orkut, Flickr e MySpace, entre outras tantas redes? Na lógica da narrativa transmídia, ou seja, plataformas de conteúdo integradas. Essa noção coloca em questão as noções de comunidade e redes sociais.

A diferença está na forma de associação, e as redes sociais permitem novas formas de associação, para além da esfera geográfica e da idéia de vizinhança. Isso muda o padrão de comunicação que vigorou no século 2o - produção, transmissão e recepção.

Passam agora a fazer parte da comunicação os termos: incorporar, anotar, comentar, responder, agregar, cortar, compartilhar, além das palavras em inglês download, upload, input e output. O que coloca em perspectiva as ações na world wide web, espaço livre por excelência, cuja navegação é nomádica e o conteúdo é construído a partir do compartilhamento de dados.

Internet of things
Quando se fala em compartilhar dados, certamente áudio, texto, fotos e vídeos integram essa estrutura. Se a web é multimídia e híbrida, não pode ser comparada à tevê ou ao rádio. Sobretudo porque também está em discussão a obsolescência de dispositivos específicos a uma única função.

Hoje, há rádios que permitem download de músicas por celular, há televisores programados para receber vídeos ou fotos por plataformas open source. Daqui a pouco tempo, chegarão ao mercado objetos conectados, é a chamada internet of things (internet das coisas).

Quem disse que o You Tube é tevê?
Sendo assim, o que está em jogo é entender por que a internet tem de ser regulamentada a partir de leis de rádio e tevê. Mais do que reproduzir metáforas analógicas, é preciso compreender que, diferente dos grandes conglomerados de mídia, há milhares de pessoas conectadas em torno de redes sociais organizadas de variadas nacionalidades e origens sócio-econômicas.

Até o Supremo Tribunal Federal julgou a web como ambiente livre:

“Silenciando a Constituição quanto ao regime jurídico da internet, não há como se lhe recusar a qualificação de território virtual livremente veiculador de ideias, debate, notícia e tudo o mais que se contenha no conceito essencial da plenitude de informação jornalística no nosso país”.

Em tese, essa decisão pode pôr fim as restrições impostas por senadores e deputados porque o acórdão (julgamento), divulgado nesta quarta, sobre a lei de imprensa de março passado tem força constitucional.

Precisa explicar mais?

A pensar,

LM

1 de set. de 2009

Is Twitter's surpassing MySpace?

LM

Quem perdeu Manovich em SP...

Quem não pôde assistir à aula magna do pesquisador russo Lev Manovich, no Mackenzie, em agosto passado, na capital paulista, quem não pôde acompanhá-lo no FILE Labo 2009, quem não pôde ler a entrevista no caderno Link, do estadao.com, têm à disposição uma página no Lab Software Studies com tudo isso e muito mais.

LM



Future of Computer Interface: multi-touch / multi-user / ubiquitous computing. What do you think?
(@marthagabriel, via Twitter)

LM