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19 de mai. de 2009

The new Newsweek

Em editorial postado no site da Newsweek no final de semana, o editor Jon Meacham explica porque uma das revistas semanais mais importantes dos EUA pretende reduzir a circulação pela metade. Obviamente um dos principais motivos é o avanço brutal do uso da internet como fonte de informação, e não apenas em sites de revistas, jornais, rádios e tevês do mainstream da comunicação, mas principalmente em redes sociais e blogs, prova disso é que a revista apresenta novidades na cobertura do site.

Começa assim o editorial, de livre tradução desta jornalista,: "Não é nenhum segredo que o negócio de jornais enfrenta problemas. Instituições americanas que já foram muito lucrativas buscam maneiras de financiar suas operações. O presidente Barack Obama citou Thomas Jefferson no jantar anual com correspondentes da Casa Branca para reafirmar a importância da imprensa para governar um país, que dizia 'preferir jornais sem governo a governo sem jornais'.

Queremos que o seu investimento valha a pena. Por isso, a edição que chega às bancas esta semana é a primeira de uma Newsweek reinventada e repensada, que representa o nosso esforço em fazer reportagens originais e provocantes (sem ser apartidárias). Sabemos que você sabe o que a notícia representa, e não pretendemos ser um guia no caos da Era da Informação. Podemos oferecer o benefício de um trabalho jornalístico cuidadoso com fatos novos, incitando pensamentos inesperados.

A internet cumpre bem o papel dos jornais, publicando instantaneamente manchetes, opiniões e análises. Isso fez muitos jornais mudar o formato de produção, com textos mais analíticos e longos, como as revistas semanais, mas eles têm de fazer isso diariamente e há que juntar muita sabedoria em poucas horas. Percebemos que o papel da Newsweek é satisfazê-lo intelectualmente e visualmente em uma rica experiência provocada pelas publicações mensais, mas em apenas uma semana.

Nesse sentido, a revista oferecerá, na maioria das vezes, dois tipois de histórias: a primeira é a reportagem, original e factual, a segunda são artigos fundamentados sobre temas de atualidade. O que essas categorias irão substituir? A principal é a notícia referencial, objetiva, direta, que nos remete ao passado e que obviamente já sabemos. Se iremos cobrir breaking news? Claro, mas com um rigoroso padrão na mente: Iremos, realmente, oferecer mais? Quando a violência irrompe no Oriente Médio, temos algo original sobre isso? Nossos fotógrafos e designers têm material excepcional? Se a resposta for sim, então estamos no negócio."

meu comentário: jornalistas de web somos sempre massacrados, sem piedade, por colegas das mídias tradicionais. Somos quase sempre vistos como profissionais sem conteúdo e fundamentação, mas a história tem provado (ao longo dos últimos 15 anos) que o o jornalismo praticado em rede veio para ficar e, vou além, para reconfigurar o conceito de notícia nas mídias tradicionais, como mostra o texto de Jon Meacham. Não faltam exemplos disso, e o estrondoso uso de redes sociais, que em alguns casos ultrapassa a audiência dos jornalões, reflete essa mudança. Não há saída. Ou os tradicionalistas aceitam a novidade e aprendem a usar as ferramentas ou verão o tempo passar das janelas das redações analógicas.

A pensar,

LM

24 de abr. de 2009

A imersão no papel

Acha que já viu todo tipo de infográficos? Que a sensação de imersão só acontece na web? Então, passe os olhos por essa seleção postada na galeria do Flickr. Muitos lembram a visualização em base de dados de projetos de jornalismo e arte digitais. É a remediação da rede para o papel (MANOVICH: 2008. p. 33).

A dica é da Ana Estela, no Twitter.

LM

8 de abr. de 2009

Quando a limitação faz criar

Excelente análise de Scott Dadich, diretor de criação da Wired, sobre como as limitações da página faz com que o designer não tenha limite na elaboração de um projeto gráfico e cita como exemplo o Google e o iPhone.

"At Wired, our design team sees this constraint as our daily bread. On every editorial page, we use words and pictures to overcome the particular restrictions of paper and ink: We can't animate the infographics (yet). We can't embed video or voice-over (yet). We can't add sound effects or music (yet). But for all that we can't do in this static medium, we find enlightenment and wonder in its possibilities. This is a belief most designers share. In fact, the worst thing a designer can hear is an offhand "Just do whatever you want." That's because designers understand the power of limits. Constraint offers an unparalleled opportunity for growth and innovation."

14 de mar. de 2009

ops...


Faltou um "m" na chamadinha de capa da versão de papel da folha na web: "comunidades virtuais na rede ajudaM a proteger consumidor". Alguém pode avisar a turma da Barão de Limeira?

LM

29 de nov. de 2008

One story. Four different media

Por Roger Black:

Here’s the lede: The Internet, including user-generated content, is beating the traditional news media at its own game, according to the Society for News Design. Well, that may be overstating it, but I got your attention. Truth is, taking a wide-angled view of the media today, it’s not too much of a stretch. What this issue of Design Journal set out to do is take one big story and look at it through the lens of different news media. The story we chose is gay marriage in California.

LM

16 de abr. de 2008

Para além do papel


Porque as convenções nos aprisionam? Há sites noticiosos, como Le Monde, que simulam duas coisas: hierarquia e papel. Ted Nelson, o pai do hipertexto, explica:

“Os paradigmas fundamentais do mundo da computação são simplesmente tradições. Os princípios básicos do computador, tal qual os ensinamos, dizem respeito a convenções e não à realidade. Os computadores hoje, basicamente, simulam duas coisas: hierarquia e papel.

A hierarquia foi cuidadosamente colocada na estrutura dos arquivos do computador porque os que assim o fizeram consideraram-na correta, natural e a única forma. O papel foi também simulado na estrutura dos computadores porque parecia correto, natural e a única forma. Acredito que ambas são formas de aprisionamento que constrangem e distorcem nosso trabalho e nosso pensamento.

O Adobe Acrobat e a World Wide Web simulam tanto a hierarquia quanto o papel. O Acrobat o faz em um pacote único, a Web, via URL (que segue o nome do domínio, utilizando o caminho hierárquico dos diretórios, levando, assim, à simulação do papel como um arquivo HTML).

Desse modo, esses dois formatos glorificam a aparência em detrimento da administração do fluxo do conteúdo, representando, como se assim ocorresse, o triunfo dos gráficos sobre os autores”

Íntegra
Deeper Cosmology, Deeper Documents, 2001

LM