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25 de dez. de 2008

"La realidad no es la única verdad"


Philip K. Dick

Boa a discussão que começa no blog de Scolari sobre as reflexões do escritor Philip K. Dick (1928-1982) dos limites entre real e virtual. Há quem diga que ao se conectar ao ciberespaço, o usuário se reduz a uma URL. Afirmação bastante simplista se considerar tudo o que tem sido discutido, e efetivamente, realizado, do ponto de vista tecnológico.

Conversão do corpo em uma zona topográfica virtual, dublê virtual, telepresença, deslocamento do indivíduo biológico para o cibersistema, novo projeto de corpo (GIANNETTI, 2006, p. 101) e uma série de outras possibilidades de transformação parecem supor que real e virtual serão justapostos.

O que está em jogo é um novo projeto de corpo e, portanto, do humano. Para Stelarc, a microtecnologia utilizada e implantada no corpo permitirá romper com as fronteiras biológicas:

"A pele era, como superfície, o início do mundo e, simultaneamente, o limite do indivíduo. (...) Expandida e penetrada por máquinas, a pele já não é mais a superfície plana e sensível de um lugar ou de uma parede intermediária. O indivíduo se encontra, agora, fora da pele; porém, isso não significa nem uma separação nem uma ruptura, mas uma compreensão da compreensão da consciência. A pele já não representa clausura" (STELARC, 1997 apud GIANNETTI, 2006, p. 101).

A pensar (e muito)

LM