
Philip K. Dick
Conversão do corpo em uma zona topográfica virtual, dublê virtual, telepresença, deslocamento do indivíduo biológico para o cibersistema, novo projeto de corpo (GIANNETTI, 2006, p. 101) e uma série de outras possibilidades de transformação parecem supor que real e virtual serão justapostos.
O que está em jogo é um novo projeto de corpo e, portanto, do humano. Para Stelarc, a microtecnologia utilizada e implantada no corpo permitirá romper com as fronteiras biológicas:
"A pele era, como superfície, o início do mundo e, simultaneamente, o limite do indivíduo. (...) Expandida e penetrada por máquinas, a pele já não é mais a superfície plana e sensível de um lugar ou de uma parede intermediária. O indivíduo se encontra, agora, fora da pele; porém, isso não significa nem uma separação nem uma ruptura, mas uma compreensão da compreensão da consciência. A pele já não representa clausura" (STELARC, 1997 apud GIANNETTI, 2006, p. 101).
A pensar (e muito)
LM