18 de mar. de 2009

Virando a página


Mais um exemplo de que nossa área - jornalismo digital - opera por metáforas*. Desta vez, no El Pais. Por falta de vocabulário conceitual, navega-se em browsers com ícones de casinhas chamados homepages e por botões com setas que direcionam para frente e para trás.

O ciberespaço é um não-lugar, ainda que tenha sido territorializado. Portanto, não responde à lógica da tridimensionalidade espacial ter aquelas indicações de direita ou esquerda, por exemplo.

O movimento na rede se faz dentro de uma experiência nomádica, pelo fluxo, por isso, não há um local. Trata-se de uma experiência, e não existe essa idéia de página na web. Pode ser tudo, menos pagina.

Isso acontece por não haver crítica e pela necessidade da reprodutibilidade das grandes corporações de mídia para convencer que nada (na web) mudou.

Na realidade, tudo mudou... Precisa explicar o quê?

A pensar,

LM

*Extrato de aula da disciplina Processos de criação e produção do conhecimento em hipermídia e em redes fixas e móveis: pressupostos críticos e criativos no Design de Interfaces, de Giselle Beiguelman, na Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC/SP.

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