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12 de fev. de 2010

Variable geometries


(via Giselle Beiguelmann, no Gmail Buzz)

17 de jan. de 2010

Urban Screens




Mais um livro do mestre Geert Lovink:


about the book: The Urban Screens Reader is the first book to focus entirely on the topic of urban screens. In assembling contributions from a range of leading theorists, in conjunction with a series of case studies dealing with artists’ projects and screen operators’ and curators’ experiences, the reader offers a rich resource for those interested in the intersections between digital media, cultural practices and urban space.


contributors: Simone Arcagni, Alice Arnold, Giselle Beiguelman, Liliana Bounegru, Kate Brennan, Andreas Broeckmann, Uta Caspary, Sean Cubitt, Annet Dekker, Jason Eppink, Ava Fatah gen. Schieck, Mike Gibbons, M. Hank Haeusler, Bart Hoeve, Erkki Huhtamo, Karen Lancel, Hermen Maat, Meredith Martin, Scott McQuire, Julia Nevárez, Sabine Niederer, Shirley Niemans, Nikos Papastergiadis, Soh Yeong Roh, Saskia Sassen, Leon van Schaik, Jan Schuijren, Audrey Yue.


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(via desvirtual)

21 de out. de 2009

Interfaces móveis e corpo


Giselle Beilguelman, diretora artística do Instituto Sergio Motta


Mais destaques da cobertura feita pelo @premiosm do Colóquio Internacional Nomadismos Tecnológicos, realizado em Buenos Aires. A transmissão dos dois dias do evento está na rede. 


- público negocia sua privacidade; "ouvidoria" renegocia o social, que vaza para além do espaço expositivo
- diversas instâncias de negociação e autonomia; faz ver poderes e forças da informação hoje 
- o que chama a atenção em alguns trabalhos é a negociação com o usuário: vale a pena usar gratuitamente, mas abrir minha privacidade? 
- o que tem sido colocado em relação ao social nessas mídias? Há uma noção de realidade 
- que tipo de participação efetiva esses projetos vêm proporcionando? Os trabalhos endossam as mesmas realidades construídas
- que tipos de obras ainda surgirão nesses novos lugares (que não são mais fixos, permeados por informação)?
- há potencial de tecnologia, mas não há potencial distributivo
- práticas locativas nos apontam um mundo de possibilidades, mas podem ser decepcionantes 
- nomadismos não se referem apenas a deslocamento físicos, mas espaço de criação, condição disparadora para artistas
- deve-se evitar a demonização da tecnologia móvel; já é lugar comum
- fronteiras se tornaram mais rígidas com as tecnologias. Há mais desconfiança do que facilitação de fluxos 
- que tipo de nomadismo pode ser concebido em um contexto de cerceamento de liberdades civis?
- obras locativas têm dificuldade de visualizar elementos de apreciação desses trabalhos
- por que não há grandes artistas-locativas?
- perspectiva de aplicação social de tecnologias consumistas e fetichistas 
(Lucas Bambozzi)


- fotos panorâmicas trazem o não lugar, a rota de fuga pela mobilidade aérea 
- local x deslocalização
-  qual a experiência do andar e a visão aérea?
-  experiência não pode ser reconstruída, mas as informações sim, o que gera uma enorme ruptura na arte contemporânea
- deslocamento da intervenção da paisagem para um espaço expositivo fechado: não é possível recriar, mas também não cabe representar
- minimalismo: visão do "alto" é um problema, pois trata-se da presença física do observador na obra; se deslocar em torno da interveção, da obra, é fundamental; observador em movimento
- a contraposição entre uma visão de cima-baixo e de baixo-cima é um dilema que atravessa a arte contemporânea há algum tempo
-  mídias locativas: o ponto de vista aéreo dominante
(Nelson Brissac)


-  desafios relacionados às infraestruturas cada vez mais corporativas e vigilantes 
- mobile nation: cultura participartiva, criação em contexto multi-plataforma, computação persuasiva e educação mobile (http://bit.ly/3Nos8Q)
- intervenção GPS com narrativas históricas, culturais e sociais, com a contribuição da comunidade local 
- projetos com mídias móveis ativam comunidades urbanas
-  necessidade de percorrer ambientes físicos
- arte mobile no contexto da relação corpo-ambiente
(Martha Ladly)


- rediscutir as relações mutáveis do tempo
 - questões de mobilidade e imobilidade a partir de uma gama de tecnologia de representação, incluindo os celulares
- discutir as diferentes formas de construção do tempo, já q a herança modernista é de um tempo unidirecional
-  qual a relação entre mobilidade e imobilidade?
(David McIntosh)


 - contexto das redes distribuídas sugere: fragmentação, transitoriedade, formas de agenciamento coletivo e espacialização
-  já a obra "Suite 4 mobile tags", de Giselle Beiguelman e Maurício Fleury, constrói uma composição coletiva anônima
- lógica da obsolescência, apontada no trabalho "mobile crash" de Lucas Bambozzi, na mostra Geografías Celulares http://bit.ly/3dg1BJ 
- nesse contexto observa-se: desenvolvimento de interfaces e uso inesperado de aparelhos cotidianos
- redes de celulares são ao mesmo tempo: informação em fluxo e fluxo de informação
- sistemas como MySpace e YouTube trazem uma cultura mais de upload que download 
- ambiente de rede passa a ser visto com entusiasmo, mas o episódio do Napster gera um movimento por sistemas mais fechados
- essas possibilidades geram um entusiasmo com sistemas distribuídos, e criam a cultura do copyleft, da distribuição gratuita
- há similaridade com o modelo da internet; que geram "camadas" e novas formas de articulação da informação 
 - telefonia celular ocorre por meio bases fixas, que permitem a transmissão em movimento: funcionamento em cadeia 
-  geografias celulares: portabilidade/mobilidade podem ser substituídos por outros termos? 
(Marcus Bastos)


- corpo dota o dispositivo de movimento
- cria-se uma "cartografia da dor": dispositivos móveis ligados ao corpo, que reagem a sinais wifi, causando dor ao artista
-  sujeito > mobilidade do sujeito > dispositivos móveis > rede: a mobilidade instaura novas dimensões territoriais
- "território" se apresenta como um categoria em ebulição, um cenário móvel e incerto
- proliferação das interfaces móveis propõe novas relações do corpo e território 
(Mariela Yeregui)

20 de out. de 2009

De mobilidades e vigilância



Vale a pena anotar os destaques da cobertura feita pelo @premiosm do Colóquio Internacional Nomadismos Tecnológicos, que termina hoje em Buenos Aires:


- arte recontextualiza a tecnologia quando descentraliza hierarquias
- mídias locativas equilibram forças contrárias de rastreamento e vigilância
- artistas podem explorar as condições benéficas das mídias móveis 
- movimento é o próprio meio da vigilância e não mais forma de nos esconder
- na era da mobilidade, lugares são pontos fluidos de vigilância
- mídias digitais são executadas em velocidade vertiginosa, e trazem à tona a onipresença da vigilância
- rastreamento, traços, registros são novas formas de vigilância digital, permitem ver através
- três modelos operam simultaneamente e ajudam a explicar a trama complexa das sociedades: identificação, registro e monitoramento
- não se pode generalizar o modelo panóptico para o meio digital
- a vigilância modela o agora em três tipos: panóptico, escóptico e rastreamento
- "inteligência ambiente": a ressonância (e não mais a interatividade) é o design do espaço
- computadores estão em todos lugares; as tecnologias móveis - em especial - estão enraizando-se dentro das coisas
- tecnologias digitais e móveis têm o pressuposto da vigilância, tendência ao poder, ao controle, mas também são apropriadas por práticas artísticas
 ( Lucia Santaella)

- vivemos num mundo de processos múltiplos e instáveis; essa aceleração abrupta é turbulência
- turbulência é boa metáfora do mundo da mobilidade
- turbulência: movimentos podem parecer caóticos, mas há uma lógica e ordem neles
- turbulência: movimento violento e instável do ar; imprevisível
- mobilidades dividem grupos sociais e modalidades de poder
- os diversos aspectos da mobilidade: força motriz, velocidade, ritmo, direção...
- tuburlência é um conceito central para a teorização da mobilidade
(Tim Cresswell)

- interessa discutir o impacto das novas tecnologias, mediadas via softwares, para o cotidiano
- espacialidade x informação: quais são as fronteiras? Os conteúdos estão submetidos às legislações locais?
- tecnologia de servidores mobile: a possibilidade de hospedar sites no celular; tecnologia vai se popularizar e levantará a discussão sobre desterritorialidade e controle sobre conteúdos
- hoje o mundo é mediado por softwares
- software studies busca compreender os impactos da utilização dos softwares nas sociedades contemporâneas
(Cícero Silva)

- redes: exaustão e estímulo
- redes não são simplesmente tecnologia ou social, são imaginadas: local-global
- o fato de vivermos numa sociedade em rede tem se tornado um lugar comum.
(Wendy Chun)

- cria-se uma nova pele com as novas tecnologias, os jovens são formados em uma cultura colaborativa
- nova forma de memória, pois reconfigura a idéia de quem somos ao contar com um registro de nossa história pessoal
- sistemas de visualização de dados; dispositivos que reconfiguram nosso pensamento
- "o tempo é o modo que a natureza tem de impedir que tudo ocorra de uma única vez"
(Di Castro cita R. Kurzweil)
- portabilidade atual relaciona-se à redução de custos e dispositivos, intervindo na vida cotidiana
- tecnologias móveis criam uma nova forma de memória: portabilidade e instantaneidade são as palavras-chaves
(Andrea Di Castro)


18 de out. de 2009

2009 State Of The Blogosphere



Quer saber a quantas anda a blogosfera? Saiu do forno 2009 State Of The Blogosphere, da Technorati. 

Parafraseando La Beiguelman, clique, replique e multiplique.