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19 de ago. de 2009

Se todos fossem iguais a você

Não é novidade que concordo com grande parte das teses do pesquisador russo Lev Manovich. É dele a visão bastante inteligente sobre as páginas da web se assemelharem a apresentações de Power Point, com mídias distribuídas - hipótese defendida também por Giselle Beiguelman (2009).

Levam a assinatura de Manovich dois livros que colocam em outra perspectiva a visão de quem comanda projetos de new media: Software Takes Command (disponível para download desde o final de 2008) e agora as mais de 300 páginas de The Language of New Media (publicado em 2001).

E o mais importante: o pesquisador compartilha com jornalistas, pesquisadores e leitores em geral a íntegra desses conteúdos.

Em tempos de aceleração, pelo menos na área de mídias digitais, a gentileza de Manovich em dividir seus trabalhos faz repensar a noção de temporalidade para monografias, dissertações, teses e até livros.

Não por acaso, Manovich já arregaçou as mangas para presentear seus leitores com Info-Aesthethics: Information and Form.

Não dá para deixar de acompanhá-lo.

A pensar,

LM

16 de dez. de 2008

Novo (velho) modelo de negócio

Quando Barack Obama assumir a Casa Branca, no próximo ano, Reuters e Politico terão 120 jornalistas cobrindo Washington. Em troca, o site especializadao em política americana irá oferecer notícias da agência a 60 jornais e 40 canais parceiros. Pelo contrato, as duas empresas compartilharão receita publicitária, e qualquer outra companhia de mídia poderá se unir à rede de notícias se permitir que o Politico venda publicidade em seu site.

meu comentário: A proposta de vender anúncios em outras mídias partiu da Google em 2006. Naquele ano, a empresa de Larry Page e Sergey Brin começou a vendê-los em 50 jornais americanos, como New York Times e Washington Post. A idéia desse tipo de parceria dá lugar a novas possibilidades de negócios na rede, o que representa um avanço do ponto de vista dos grandes conglomerados de mídia.

A pensar,

LM