19 de out. de 2010
10 de out. de 2010
12 de mar. de 2010
A cidade como organismo biológico
"O truque aqui é se colocar em um lugar onde se pode explorar o adjacente possível, explorar as inovações e não ficar parado num lugar só. Então, algo interessante para se pensar sobre as cidades é que elas são bons lugares para se explorar o adjacente possível, que levam às pessoas a explorar novos espaços e perceber o que está disponível para elas.
O que acontece com cidades que levam a isso? A minha primeira resposta é negativa: não é somente o mercado. Temos uma presunção de que as cidades giram em torno dos mercados porque as pessoas se juntam para compartilhar bens e mercadorias e que há empresários e aquela pressão competitiva. Isso encoraja as pessoas a terem idéias mais criativas para que possam ganhar mais dinheiro. Sem dúvida, essa é a grande força da inovação. Mas perderíamos muito se nos concentrássemos apenas nisso.
Quando vemos os sistemas naturais, como os recifes de coral e a floresta amazônica, por exemplo, percebemos que há isso, mas há também um sistema de networking, de colaboração, formas novas de completar as idéias uns dos outros, então, não é suficiente dizer que as cidades eram mercados e, por isso, foram inovadoras. Há muito mais aí a respeito disso.
Há uma metáfora biológica para explicar isso: os recifes de coral. Eles são ecossistemas fascinantes. Há uma idéia que se chama o paradoxo de Darwin. Ele gira em torno da idéia de que os recifes de coral vivem em água com poucos nutrientes, não há muitos recursos naturais para apoiar o tipo de diversidade que vivem esses recifes de coral.
Há um clichê segundo o qual eles são as cidades dos oceanos. Há uma grande diversidades de espécie vivendo em lugares pequenos, e a gente não entende por que eles são tão apertadinhos, assim. Cidades acima dos recifes de coral não são iguais. Há poucas criaturas que sobrevivem acima da superfície da água. Debaixo dessa superfície, vemos essa metrópole de vida.
Darwin chamou isso de Paradoxo de Darwin. Um décimo da superfície da terra é feito de recifes de coral e 25% das formas marinhas vivem dentro desse recife, ou seja, um grande motor de biodiversidade. Então, por que os recifes de coral conseguiram suportar toda essa vida biológica?
Penso que é porque eles têm propriedades semelhantes às necessidades. Sem essa pressão do mercado, do comércio, etc, dessas espécies individuais. A primeira coisa que temos que entender para nos livrar dessa idéia de que a cidade é sempre inovadora é que temos de deixar de pensa somente que uma boa idéia é uma coisa única.
Uma idéia em sua essência é uma rede. Uma idéia é uma nova configuração de neurônios. As idéias vêm ali, é como um processo, é um novo tipo de colisão, de configuração da sua essência. Parte do truque aqui é colocar o seu cérebro em ambientes em que sua formações de rede podem acontecer.
Geralmente, as grandes idéias são geradas por muito tempo e, de repente, elas começam a surgir no fundo da cabeça de uma pessoa, e ela tem a sensação de quem há um problema que pode resolver, alguma coisa que sua curiosidade atrai e há o interesse em explorar sem saber o motivo. Trata-se de slow hunch. É uma dica lenta, algo que aparece devagar.
E parte do que devemos fazer em organizações é criar ambientes onde essas dicas podem florescer. O Google trabalha com isso, ele chama de 20% do tempo para inovação, Gmail, Orkut e Google News foram criados assim. Estima-se que 50% das inovações aparecem desses 20% de tempo livre.
É um sistema de cultivo de intuição. Talvez seja preciso encontrar a pessoa que possua a chave para concluir seu projeto, e isso funciona. Esse é outro mito da inovação, que é o gênio solitário que acaba vindo com uma coisa boa. Geralmente, há formas variadas de colaboração para se criar idéias. Quase sempre, temos a chance de encontrar alguém que traga aquele pedacinho que faltava no quebra-cabeça."
3 de mar. de 2010
Cidades inovadoras
Começa no próximo dia 10 em Curitiba (SC) a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CIRS). Na programação, Clay Shirky (The power of organizing without organization), Steven Johnson (Redes Sociais e Emergência), Pierre Lévy (O futuro da investigação sobre redes sociais).
Serviço
CIRS
10 a 13/3
Cetep - Curitiba
Programação completa
7 de jan. de 2010
5 de jun. de 2009
Twitter foi parar na capa da Time
reprodução revista Time
Começa assim o texto que estampa a capa do site da revista Time, escrito por Steven Johnson:
How Twitter Will Change the Way We Live
"The one thing you can say for certain about Twitter is that it makes a terrible first impression. You hear about this new service that lets you send 140-character updates to your 'followers,' and you think, Why does the world need this, exactly? It's not as if we were all sitting around four years ago scratching our heads and saying, 'If only there were a technology that would allow me to send a message to my 50 friends, alerting them in real time about my choice of breakfast cereal'."
e a conclusão não poderia ser outra:
"Injecting Twitter into that conversation fundamentally changed the rules of engagement. It added a second layer of discussion and brought a wider audience into what would have been a private exchange. And it gave the event an afterlife on the Web. Yes, it was built entirely out of 140-character messages, but the sum total of those tweets added up to something truly substantive, like a suspension bridge made of pebbles."
LM
