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27 de dez. de 2010

"2010 por Pedro Markun"

Tão bom que vale a pena replicar aqui:


do Link, estadao.com.br

"Pedro Markun é consultor de mídias sociais, mas seria melhor definido como um ativista. Um ativista hacker. Ele toca com a Daniela Silva o Transparência HackDay, grupo crescente de pessoas que estão dispostas a usar a tecnologia para mudar a maneira como é feita a política.
Eles ficaram conhecidos no ano passado, ao clonar o Blog do Planalto, e ao longo de 2010 realizaram várias ações interessantes na Esfera, empresa que funciona dentro da Casa de Cultura Digital. 


Markun e Daniela também foram destaque em março no Link, em reportagem sobre webcidadania – o tema, aliás, o levou a ser convidado pelo para participar de um debate sobre o assunto na série de encontros na Livraria Cultura, em maio.
Agora, Markun faz seu balanço do ano:


O que de melhor e de pior aconteceu em relação ao mundo digital em 2010?


O controverso caso do Wikileaks e principalmente a (des)organização de uma resistência ativa por parte dos ‘Anonymous’ e ao mesmo tempo a virulenta resposta do governo e das corporações norte americanas ao vazamento dos documentos na rede simbolizam pra mim o que de melhor e pior aconteceu na rede esse ano.


O exército anônimo que sitiou o PayPal da mesma maneira que o PayPal resolveu sitiar o Wikileaks é prova cabal de que a internet pode transformar as políticas e que o digital continua sendo uma excelente arma para David derrotar Golias.


Esse caso também reforçou (para o bem e para o mal) a noção de que as fronteiras internacionais já não fazem mais tanto sentido e que pensar em uma esfera pública interconectada é pensar em um mundo conectado.


E no Brasil?


No Brasil? Creio que o começo efetivo do processo de um Marco Cívil foi uma grande conquista dos e para os internautas. A perspectiva de ter uma legislação discutida publicamente com a sociedade que garanta os direitos das pessoas na rede é realmente interessante.
Por outro lado, o número de projetos de lei que atacam as liberdades individuais na rede continuam aumentando. E não conseguimos enterrar efetivamente o AI-5 Digital que toda hora aparece para assombrar.


Qual foi a principal tendência digital de 2010?


Creio que os ‘apps’ puxados e consolidados pelo lançamento do iPad foram a principal tendência de 2010.


E qual deve ser a principal tendência para 2011?

A discussão sobre privacidade e dados abertos que esse ano entrou em pauta diversas vezes – Facebook, Diaspora, Wikileaks! – deve ganhar corpo no ano de 2011. Vai ser um ano importante na batalha pela liberdade da rede. Limites estão sendo testados e estamos todos aprendendo ainda a operar nessa nova esfera pública. Os governos e as grandes corporações vão entrar com tudo na briga e não vão fazer corpo
mole.


Vai ser o ano do império contra-atacar. Com direito a estrela da morte explodindo paises inteiros da internet… mas vai ser o ano também do empoderamento do cidadão digital e da consolidação de uma resistência."

21 de mai. de 2010

Bem perto do open data

Interessante gravação da Oficina de Open Street Map, dirigida por Vitor George, com participação de Daniela B. Silva para a Virada Hack Day, na Casa de Cultura Digital. Cada vez mais a produção colaborativa está na ponta da circulação de conteúdo na cultura pautada por dados dinâmicos.



(via Pedro Markun, no Twitter)