16 de abr. de 2009

Open source na pauta do Simpósio de Austin


Começa nesta sexta-feira, 17, o Simpósio de Jornalismo Online organizado pela Universidade do Texas. O evento terá transmissão ao vivo pela web. Os papers dos palestrantes já estão na rede, tendo open source como um dos principais temas. Também estão disponíveis para download artigos, vídeos, transcrições e apresentações desde 1999, quando aconteceu a primeira edição (exceto em 2000).

Vale a pena incluir no bookmark.

LM

15 de abr. de 2009

CNN inscreve para concurso de jornalismo



Estão abertas até 29 de junho as inscrições para o 5º Concurso Universitário de Jornalismo CNN. O tema desta edição é “O uso da tecnologia no desenvolvimento social". O estudante pode enviar quantas matérias quiser em vídeo de até 2 minutos pelo YouTube. Quem vencer irá conhecer os estúdios da CNN International e terá sua matéria exibida na tevê.

Um luxo. Vamos lá?

LM

A não cobertura em tempo real no Twitter



Quando esta jornalista foi convidada para twittar o evento Estamos preparados para o público 2.0, realizado na quarta-feira, 14, no Tuca, não pensou que o micro-blog não suportaria mais que 119 postagens. No calor da discussão sobre uso de redes sociais x economia, aparece a seguinte mensagem: Uau, você ultrapassou o número de notas permitidas em um dia! Por favor, tente daqui a uma hora.

Daqui a uma hora? Como? O evento não vai esperar o Twitter liberar o acesso! A solução foi usar um perfil alternativo e transferir o final da cobertura para lá. Isso leva à seguinte conclusão: o Twitter não foi feito para fazer jornalismo nem tampouco coberturas ao vivo. Por diversas razões, destaco as que incomodaram mais:

1) não é possível editar posts. Ou seja, se você errou vai ficar errado, a não ser que apague a mensagem e a publique novamente.

2) há o limite de notas postadas em um dia (no meu caso, foram 119).

3) o total de caracteres permitido (140) não dá um lead.

4) a organização da cobertura vira uma bagunça porque no meio da lista surgem posts de pessoas ligadas ao seu perfil com assuntos desconectados, e isso trunca a informação.

Isso significa que não dá para cobrir jogos de futebol, carnaval ou desastres como se deve. O template simplesmente não suporta. Esse formato nos remete ao tempo real do início da web = texto + links. Pois é apenas o que se pode fazer no Twitter.

Talvez a resposta esteja na pergunta que Abel Reis, presidente da Agência Click, lançou à mesa: "O Twitter é uma forma de impulso confessional?" Ou seja, a função do micro-blog é a de reproduzir o cotidiano das pessoas? No limite, pode ter um propósito de auto-promoção (individual e empresarial), mas como espaço para jornalismo tem implicado consequências desastrosas.

Uma outra solução proposta por Geert Lovink é repensar o conceito de notícia. "O que é notícia para as redes sociais?". Lovink, um dos co-fundadores da lista de discussão Nettime e do festival de mídia tática Next Five Minutes (o primeiro do gênero no mundo), aposta em uma rede social organizada não pautada por modismos.

Para ele, Twitter, Facebook e MySpace são espaços onde as pessoas passam algum tempo e depois mudam-se para outro lugar. "As redes da moda serão substituídas por redes organizadas, menos vagas e mais focadas no que elas querem."

Mas essa é uma longa discussão que fica como lição de casa para os jornalistas que não deixamos passar nenhum hype da cultura de rede. Embarcamos em todos. Mesmo que seja para chegar a lugar algum.

A pensar,

LM

14 de abr. de 2009

Transmissão participativa da TV Cultura

Apesar dos problemas técnicos e da cobertura repetitiva na rede (twitteiros postando notas iguais) da entrevista com Demi Getschko, na segunda, 13, merece atenção ao formato que a TV Cultura tem dado ao Roda Viva: transmissão participativa.

Além de ter um acervo com grande parte das entrevistas realizadas no programa, a gravação pode ser acompanhada por áudio, bate-papo, twitter e flickr. O vídeo fica para a transmissão às 22h10. Quem perdeu a conversa pode assistí-la aqui.

A pensar,

LM

Está no ar o blog de trainee do Globo

Começa a operar mais um blog de programa de trainee em jornalismo: está na rede o Amanhã no Globo. Trata-se de mais uma fonte de dicas a aspirantes à profissão. Os estudantes já contavam com o Novo em Folha, do Grupo Folha.

meu comentário: Nada melhor do que aprender a fazer jornalismo com quem sabe fazer jornalismo. Principalmente quando os programas de trainee têm poucas vagas a oferecer.

LM

13 de abr. de 2009

Para redesenhar, Javier Errea

O blog 233grados entrevistou Javier Errea, consultor de design da Innovation, e o resultado é um bate-papo sobre jornalismo, crise econômica e a importância do redesenho. Para Errea, o jornalismo tem que "experimentar con herramientas narrativas nuevas es clave en el futuro de nuestros diarios y revistas. Claro que eso supone una revolución interna increíble. Pocos se la pueden imaginar: adiós maqueteros, más personal…"

LM

Cloud communication


A Sun Microsystems criou um guia com tudo o que precisamos saber sobre cloud communication (comunicação nas nuvens):

"began as large-scale Internet service providers such as Google, Amazon, and others built out their infrastructure. An architecture emerged: massively scaled, horizontally distributed system resources, abstracted as virtual IT services and managed as continuously configured, pooled resources. This architectural model was immortalized by George Gilder in his October 2006 Wired magazine article titled The Information Factories. The server farms Gilder wrote about were architecturally similar to grid computing, but where grids are used for loosely coupled, technical computing applications, this new cloud model was being applied to Internet services."

Isso significa que as empresas de TI podem compratilhar infraestrutura e propor programas que podem ser rodados de qualquer computador sem a necessidade de baixá-los. A IBM e o Google foram as primeiras a adotar esse modelo de arquitetura - Gmail e Google Docs.

LM

12 de abr. de 2009

Overdose de informação

Tudo bem que a estrutura narrativa da web é pautada por uma estética do banco de dados, mas é realmente necessário montar uma página especial como essa do NY Times sobre os impactos da imigração nos EUA e colocar tudo - infográfico, vídeo, texto, fotos?

A pensar,

LM

The not-so-big four

reprodução The Economist
Da The Economist

"The recession has been cruel to a business that depends almost entirely on advertising. Local television stations, many of them owned by or affiliated with national broadcasters, have seen advertising revenue fall by as much as 40% as car dealers and other retailers cut back. Later this month the national networks will test the market for advance advertising. It should prove better than the local market, but still difficult. And this painful cyclical problem coincides with a bigger, structural one: the audience for the “big four” broadcast networks is eroding.

It is not that people are watching less television. In the last quarter of 2008 the average American took in 151 hours per month, an all-time record, according to Nielsen, a market-research firm. The trouble is the growth of choice. More than 80% of American households now get their television via satellite or cable. To them, the broadcast channels are just items on a menu containing hundreds of dishes.

The networks can still produce hits. “American Idol” and “CSI”, respectively an amateur singing competition and a forensic-science drama, routinely attract more than 20m viewers—three times as many as the most successful cable shows. But occasional triumphs do not add up to a sustainable business model. "

íntegra

LM

11 de abr. de 2009

Sem redundância

Não é sem razão que este blog repete à exaustão exemplos de edição baseada na redundância de textos e ícones para fazer o leitor entender como navegar. Em algumas situações é coerente repetir para marcar a informação. Mas no caso do design de web não dá para entender qual é a justificativa de usar setas para frente e para trás ou números para explicar que as fotos são randômicas e obedecem uma ordem de publicação.

Por outro lado, há um avanço brutal no uso de ícones e chamadas dos sites jornalísticos. As redundâncias desapareceram por completo. Isso mostra que está em processo de criação uma tipologia de edição jornalísitica em ambientes digitais e uma clara noção de que o usuário navega intuitivamente sem precisar de guias ou mapas.

A seguir, destaco exemplos recortados nesta sexta-feira, 10, das capas de G1, iG, Último Segundo, O Globo, Folha Online, Estadão e Terra.

Bravo!


Folha Online: ícone mostra que trata-se de um vídeo. Não é preciso mais

O mesmo acontece na edição dos canais Podcast e Multimidia da Folha


O Terra eliminou completamente as repetições que marcavam sua homepage

Terra

Terra



Home do Último Segundo: ícone chama para a galeria de fotos


Organização da capa do G1


No estadao.com, os ícones marcam bem os elementos apresentados

Apesar disso, ainda há ajustes a serem feitos, como nos sites de O Globo e G1: pecam pelo excesso de ícones na capa, além do inabalável "clique aqui"

e pela redundância

O Globo

Já o uso de setas e números na edição de fotos randômicas virou padrão


Folha Online
Terra
iG
iG

G1
G1
A pensar,
LM